Trump é esperando no Texas e na Louisiana para encontro com vítimas de Harvey

Houston, Estados Unidos, 2 Set 2017 (AFP) - Donald Trump é esperado neste sábado (2) em Houston (Texas) e Lake Charles (Louisiana) para visitar as áreas atingidas pela tempestade Harvey, onde centenas de milhares de pessoas retornam gradualmente para suas casas.

O presidente americano, que vai ao Texas pela segunda vez desde que a tempestade atingiu este estado do sul do país, poderá constatar a extensão da tragédia. A tempestade fez pelo menos 42 mortos e danos estimados entre 30 e 100 bilhões de dólares.

A tempestade, inicialmente um furacão de força 4, dissipou-se em grande parte, deixando espaço para uma "depressão tropical", de acordo com o Centro Nacional de Furacões.

A Casa Branca apresentou na sexta-feira à noite uma solicitação ao Congresso para desbloquear 7,85 bilhões de dólares para ajudar as vítimas, de acordo com uma carta do diretor de orçamento Mick Mulvaney ao presidente republicano da Câmara dos Deputados, Paul Ryan.

Esse montante é cerca de US$ 2 bilhões superior ao mencionado mais cedo no mesmo dia por uma autoridade, o que sugere uma reavaliação das necessidades estimadas.

Em sua carta, Mulvaney acrescenta que o governo pretende pedir posteriormente uma ajuda financeira adicional de US$ 6,7 bilhões.

Mais de 100.000 casas foram danificadas, enquanto 43.500 pessoas estão desabrigadas e 436.000 solicitaram ajuda, de acordo com a carta.

Trump declarou que domingo seria "um dia nacional de oração" para as vítimas da tempestade e adotou um tom otimista.

"Um grande progresso está sendo feito!", tuitou na sexta-feira, após uma primeira mensagem dizendo: "O Texas está se recuperando rápido graças a todos os homens e mulheres notáveis que trabalham duro. Mas ainda há muito a ser feito. Voltarei amanhã!".

Trump estará acompanhado de sua esposa Melania.

- 'Jamais visto' -No local, os habitantes que conseguiram voltar, encontravam suas casas abandonadas há vários dias, onde uma água enlameada atingiu pelo menos o nível das janelas. Os carros, tão cruciais na América, foram inundados até o teto.

"Nunca vi nada assim em 37 anos de vida", lamentava Tobias James, inspecionando na sexta-feira as perdas em sua casa em Port Arthur. Este funcionário de uma refinaria só vê consolo no fato de que todos os seus parentes estão vivos: dois dias antes, foi evacuado por helicóptero com sua esposa e filhos.

Mas dezenas de milhares de pessoas seguem nos centros de atendimento de emergência. O nível da água demora a baixar, impedindo o retorno para casa.

Além disso, um novo incêndio foi registrado na sexta-feira no final do dia na usina química de Arkema, onde as chamas e a grossa e potencialmente perigosa fumaça negra subiam.

No total, nove contêineres contendo cerca de 225 toneladas de peróxido orgânico estão no local. O presidente da Arkema, Richard Rowe, disse em uma coletiva de imprensa que novos incêndios são inevitáveis e que esses contêineres "devem pegar fogo nos próximos dias".

Em Rockport, a sudoeste da metrópole de Houston, a eletricidade continua cortada.

- Retorno à vida -No outro extremo, em Houston, a quarta maior cidade dos Estados Unidos com 2,3 milhões de habitantes, sinais de retorno à vida normal: eletricidade restabelecida, retomada dos transportes públicos e grandes operações de limpeza.

A equipe local de beisebol, os Houston Astros, anunciou que está pronta para as suas partidas marcadas neste sábado e domingo contra os Mets de Nova York.

As escolas da região, onde o reinício das aulas estava previsto para segunda-feira passada, consideram a reabertura na próxima terça-feira, de acordo com Houston Chronicle.

"Precisamos de recursos agora", declarou o prefeito de Houston à CNN, pedindo assistência federal urgente.

Sylvester Turner também pediu aos residentes dos bairros inundados perto dos reservatórios de Addicks e Barker para que deixassem esta área, que poderia permanecer por mais duas semanas debaixo d'água.

Um punhado de moradores de entre 15.000 e 20.000 casas construídas perto dos reservatórios se recusam a sair.

O retorno à normalidade levará anos, advertiu na sexta-feira Greg Abbott, o governador republicano do Texas.

"As pessoas precisam entender que este não é um projeto de curto prazo. Será um programa ao longo dos anos para que o Texas possa emergir desse desastre", ressaltou.

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