ELN matou refém russo em tentativa de fuga na Colômbia, diz governo

Bogotá, 5 Set 2017 (AFP) - Um refém russo-armênio morreu nas mãos do Exército de Libertação Nacional (ELN) quando tentou fugir em abril e espera-se que seu corpo seja devolvido pela guerrilha, que acaba de assinar um cessar-fogo na Colômbia, segundo autoridades.

O estrangeiro, identificado pelos rebeldes como Voskanya Arcen Levoni, tinha sido capturado em 5 de novembro de 2016 no departamento de Chocó, onde traficava sapos venenosos, de acordo com o ELN.

Segundo a guerrilha, o homem, cuja idade não foi revelada, atacou seus captores, cinco dos quais ficaram gravemente feridos, e fugiu ferido.

"O russo foi assassinado pelo ELN", disse nesta terça-feira Juan Camilo Restrepo, negociador chefe do governo nos diálogos travados em Quito com a última guerrilha ativa da Colômbia.

Restrepo afirmou ainda que o grupo rebelde está com boa vontade para devolver o cadáver, que estaria enterrado na selva de Chocó.

"Tomara que cumpram e o façam rapidamente", completou.

A morte foi um acidente e foi isso que os rebeldes explicaram à embaixada russa, disse, por sua vez, Pablo Beltrán, chefe da equipe de negociação do ELN, em entrevista à Caracol Radio.

Em abril, o ELN tinha dito que Voskanya Arcen Levoni tinha escapado quando seus captores iam liberá-lo.

O governo de Juan Manuel Santos e os rebeldes do ELN acertaram nesta segunda-feira um acordo de cessar-fogo temporário que vai valer de 1 de outubro a 12 de janeiro do ano que vem, e será verificado por um mecanismo com a ONU, o governo, os rebeldes e a Igreja Católica.

O acordo, anunciado na semana em que o papa Francisco chega à Colômbia com uma mensagem de reconciliação, supõe o maior avanço alcançado pelas partes desde que começaram os diálogos em fevereiro.

Durante esse período de trégua, também "vão cessar os sequestros, ataques a oleodutos e outras hostilidades contra a população civil", disse Santos.

Com 1.500 combatentes e milhares de milicianos, segundo o governo, o ELN é a única guerrilha ativa na Colômbia após o acordo assinado entre o governo de Santos e as Farc, que possibilitou o desarmamento de cerca de 7 mil combatentes e sua transformação em partido político.

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