Porto Rico enfrenta Irma com lembranças de antigos furacões

San Juan, 5 Set 2017 (AFP) - Os porto-riquenhos viviam nesta terça-feira um dia de incerteza à espera da chegada do "potencialmente catastrófico" furacão Irma, e temiam uma repetição de Hugo, que deixou mortos e destruição em 1989.

O Centro Nacional de Furacões (NHC, em inglês) informou que Irma sopra com ventos de 295 km/h e espera-se que passe na tarde desta terça-feira ao norte dos municípios de Fajardo, Culebra e Vieques.

O governador Ricardo Rosselló Nevares ordenou a abertura de abrigos e exortou os cidadãos a colaborar com os vizinhos que precisarem de ajuda, assim como os idosos.

Rosselló solicitou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, uma declaração prévia de emergência para poder atender às necessidades do povo, dispondo de fundos reservados.

Também pediu recursos médicos ao Departamento de Saúde dos Estados Unidos, antecipando a possibilidade de que o furacão Irma cause danos maiores.

Sheilyn Rodríguez, de 33 anos e moradora do município de Río Grande, disse à AFP que conseguiu se abastecer.

"Comprei baterias, produtos enlatados e até gelo, caso fiquemos sem luz", afirmou.

Sheilyn conta que quando o devastador furacão Hugo tocou a terra em 1989 ela era muito pequena e se lembra pouco. Mas Georges, em 1998, deixou cenas de horror em sua memória.

"Estou um pouco assustada pela minha filha" de nove anos, assinalou a auxiliar de escritório.

Carline Hernández, de 38 anos, ao contrário, lembra bem de Hugo. Contou que morava com sua mãe em uma casa nova com muitos vitrais, o que fez com que elas se escondessem na lavanderia no momento de maior intensidade.

"Acho que a situação será parecida com a de Hugo, porque Irma vem com muita força", disse sobre o fenômeno que se desloca a 24 km/h.

O diretor-executivo da estatal Autoridade de Energia Elétrica (AEE), Ricardo Ramos, declarou que Irma pode deixar algumas zonas deste território americano sem eletricidade por um longo tempo.

"Este furacão está se desenhando, não posso dizer que será completamente igual a Hugo. Estamos nos preparando para o pior caso e rezando para que aconteça o melhor", afirmou Ramos.

Em 1989, Hugo deixou 12 mortos e milhões de dólares em danos. Nove anos depois, Georges deixou sete mortos e, também, danos milionários.

O funcionário deste órgão assegurou que, no pior cenário, "certamente haverá apagões e áreas que ficarão por três, quatro meses sem serviço elétrico".

Reconheceu que a infraestrutura da AEE é vulnerável pela falta de manutenção e investimentos em equipamentos.

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