Irma deixa ao menos dois mortos ao passar por St Barth e St Martin

Paris, 6 Set 2017 (AFP) - O furacão Irma deixou "pelo menos dois mortos e dois feridos graves" nas ilhas caribenhas de St Martin e St Barth, anunciou nesta quarta-feira à noite o Ministério francês de Ultramar.

"Fala-se por enquanto em dois mortos e dois feridos graves. Mas isso pode mudar muito, muito rápido", declarou a ministra Annick Girardin à emissora BFMTV, antes de ir para Guadalupe com novos reforços humanos e materiais, além de verificar a situação.

"Teremos que lamentar vítimas", havia dito minutos antes o presidente francês, Emmanuel Macron. Segundo ele, cabe esperar um "balanço duro e cruel" na ilha franco-holandesa de Saint Martin e na francesa de Saint Barth.

Macron acrescentou que um "plano de reconstrução será implantado o mais cedo possível" nas duas ilhas.

Anteriormente, a ministra de Ultramar reconheceu que "se preparava para o pior" após a passagem do furacão.

A alta funcionária insistiu na "urgência de fornecer ajuda, cuidar, evacuar caso fosse necessário, mas, sobretudo, verificar como está a situação (...). Começaram a recuperar a comunicação, mas é complicado circular, se deslocar".

"Esperamos que os ventos sejam um pouco menos fortes para efetuar reconhecimentos aéreos o quanto antes possível", acrescentou Girardin.

De acordo com o Centro Nacional de Furacões (NHC, em inglês) dos Estados Unidos, Irma se desloca na direção oeste-noroeste a uma velocidade de 26 km/h com ventos de até 295 km/h. Após devastar Saint Barth e Saint Martin, segue para Porto Rico e Haiti.

- Danos "enormes" em St Martin -Os danos causados na ilha de Saint Martin são "enormes", declarou o ministro do Interior da Holanda nesta quarta.

"Os danos são enormes, a tal ponto que ainda não podemos mensurar", afirmou à imprensa holandesa, Ronald Plasterk, encarregado de coordenar as operações em nome do governo da Holanda.

Por conta das "dificuldades de comunicação" com a ilha, é "impossível ter agora uma visão completa da situação", acrescentou.

Mais tarde, o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, disse que as primeiras "informações e imagens" da parte holandesa da ilha eram "terríveis".

Além disso, anunciou que assim que as condições meteorológicas permitirem, a Holanda enviará dois navios da Marinha a partir de Curaçao e Aruba com militares e bens humanitários a Saint Martin, onde já estão centenas de soldados.

Em postagem publicada no Facebook, o rei Willem-Alexander e a rainha máxima da Holanda se dirigiram aos habitantes de St Martin, St Eustace e Saba, "atingidos por uma violência natural devastadora".

"Todas as vítimas do furacão estão em nossos corações", concluíram.

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