Odebrecht nega acusações de ex-procuradora venezuelana Luisa Ortega

São Paulo, 7 Set 2017 (AFP) - O grupo brasileiro Odebrecht rebateu nesta quarta-feira as acusações da ex-procuradora-geral da Venezuela Luisa Ortega Díaz de que teria participado de um esquema de pagamento de subornos a líderes chavistas, entre eles o número dois do governo, Diosdado Cabello.

Em comunicado à imprensa, o grupo informa que "após realizar uma exaustiva busca em seus antigos sistemas e nos depoimentos de seus ex-integrantes que colaboram com a força tarefa da Lava Jato, a Odebrecht afirma que não procede a acusação de ter pago US$ 100 milhões ao ex-presidente da Assembleia Nacional da Venezuela Diosdado Cabello, e que não fez nenhum pagamento neste valor, direta ou indiretamente, através de terceiros ou em seu nome, à empresa espanhola TSE Arietis, citada pela ex-procuradora da Venezuela".

A empresa nega ainda que "tenha recebido pagamentos por trabalhos não realizados e reafirma que o ritmo das obras em execução acompanha o cronograma de pagamentos dos clientes locais". "Nos 25 anos em que está presente na Venezuela, a Odebrecht concluiu projetos relevantes que se encontram em pleno funcionamento, atendendo a diversas comunidades do país".

Luisa Ortega, que rompeu com o governo chavista no final de março e abandonou a Venezuela no mês passado, afirma ter "todas as evidências, incluindo documentais", de que o presidente Nicolás Maduro e outros altos líderes governistas receberam subornos da Odebrecht.

"A empresa revelou a verdade diante da mentira que disse esta senhora (...). O que ela dirá agora?" - reagiu Cabello em seu programa semanal na estatal venezuelana VTV.

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