Militares são julgados por morte de 133 detentos no Peru

Lima, 8 Set 2017 (AFP) - Um tribunal civil iniciou nesta sexta-feira, em Lima, o julgamento contra 35 fuzileiros acusados de assassinar 133 réus durante uma rebelião na penitenciária da ilha "El Frontón", em 1986.

Os militares são acusados de homicídio qualificado pela morte dos 133 detentos na antiga penitenciária San Juan Bautista ('El Frontón'), situada em uma ilha diante de Lima.

O massacre ocorreu entre 18 e 19 de junho de 1986, durante o primeiro mandato do então presidente, Alan García.

A promotoria pediu aos magistrados do Tribunal Penal Nacional penas que vão de 25 a 30 anos de prisão, e indenizações totalizando 1,6 milhão de dólares.

"Hoje, 31 anos após os fatos, o Tribunal Penal Nacional deu início ao julgamento pelo massacre de El Frontón", escreveu no Twitter Carlos Rivera, advogado dos familiares das vítimas.

Um dos líderes do massacre foi Héctor Lazo Galliani, que em 1986 era capitão de fragata, o militar de mais alta patente em "El Frontón".

O massacre ocorreu durante uma rebelião de detentos do grupo guerrilheiro Sendero Luminoso, no chamado Pavilhão Azul de "El Frontón", situada na província de Callao (oeste de Lima).

Segundo o relatório da Comissão da Verdade, os fuzileiros executaram arbitrariamente os rebelados, com disparos de armas de fogo e até com armas brancas.

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