TOPSHOTS O que se sabe de Irma: vítimas, danos e trajetória

Paris, 9 Set 2017 (AFP) - O furacão Irma, que se dirige neste sábado para a Flórida, onde se ordenou a evacuação de 6,3 milhões de pessoas, tocou a terra em Cuba horas antes, após deixar ao menos 25 mortos no Caribe.

O devastador furacão, que na sexta-feira ocupava a categoria 5 (máxima), perdeu força e passou à categoria 3 na tarde deste sábado, após passar por Cuba.

Irma, que surgiu no final de agosto diante da costa africana e chegou na quarta-feira às Antilhas, superou o recorde do tufão Haiyan de 2013, nas Filipinas, ao gerar ventos de 295 km/h durante mais de 33 horas, contra 24 horas para o fenômeno filipino.

Ao menos 25 pessoas morreram com a passagem de Irma: 12 na ilha franco-holandesa de San Martín, 6 nos territórios britânicos de ultramar, 4 nas Ilhas Vírgens americanas, 2 em Porto Rico e 1 em Barbuda.

A Cruz Vermelha Internacional informou que Irma já afetou 1,2 milhão de pessoas, número que pode subir a 26 milhões com o prosseguimento do furacão em direção aos Estados Unidos.

De acordo com cálculos da agência Enki Research que levam em conta o valor das propriedades em risco de destruição, Irma poderia ser o furacão mais caro da história, causando perdas de 120 bilhões de dólares nos Estados Unidos e nas ilhas do Caribe.

- Barbuda -Irma, que na terça-feira foi classificado como um furacão de categoria 5 pelo Centro Nacional de Furacões (NHC, em inglês), atingiu a ilha de Barbuda na quarta-feira com ventos que alcançaram os 295 km/h, deixando um morto.

O primeiro-ministro, Gaston Browne, disse que a ilha ficou "totalmente devastada".

"Para aqueles que não acreditam em mudança climática, esperamos que mudem de opinião ao ver esses desastres naturais", destacou.

- Saint Barth, Saint Martin e Anguilla -O furacão varreu a ilha francesa de Saint Barth e depois Saint Martin, que inclui uma parte francesa e outra holandesa.

De acordo com o serviço de meteorologia francês Météo France, os ventos alcançaram os 360 km/h.

O primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, descreveu o desastre como "inimaginável e sem precedentes".

Dez pessoas perderam a vida na zona francesa de San Martin e duas na parte holandesa.

Os danos são "enormes", com um aeroporto devastado e uma ilha isolada do mundo, segundo o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, que disse que também estavam ocorrendo saques.

Do lado francês, o presidente do conselho territorial, Daniel Gibbs, falou de uma "catástrofe enorme: 95% da ilha de Saint Martin está destruída". O custo dos danos nas Antilhas francesas superará os 200 milhões de euros, segundo a seguradora pública.

No arquipélago britânico de Anguilla, um homem morreu no desabamento de uma casa.

Saint Martin e Saint Barth foram declaradas novamente neste sábado em alerta máximo diante da aproximação do furacão José.

- Ilhas Virgens americanas -Pelo menos quatro pessoas morreram nas Ilhas Virgens americanas depois da passagem do furacão, anunciaram o governador, Kenneth Mapp, e o serviço de emergências.

- Porto Rico -O furacão se aproximou da parte norte de Porto Rico na noite de quarta-feira e na manhã de quinta-feira, com ventos de até 295 km/h, que provocaram cortes no fornecimento de energia elétrica e fortes chuvas.

Pelo menos "duas pessoas morreram", informou à AFP o porta-voz da agência estatal para a gestão de emergências, Carlos Acevedo.

Mais da metade da população de três milhões de habitantes ficou sem eletricidade. O governador, Ricardo Rosselló, ativou a Guarda Nacional e habilitou abrigos para 62.000 pessoas.

- República Dominicana - Na quinta-feira, o furacão começou a atingir a República Dominicana, antes de partir rumo ao Haiti, para depois avançar até as ilhas britânicas Turcas e Caicos, segundo os dados do NHC.

Na República Dominicana o furacão obrigou a evacuar 19.000 pessoas. No total, 103 casas foram destruídas. Outras 2.135 casas ficaram danificadas, segundo o Centro de Operações de Emergência (COE).

Além disso, as autoridades cortaram o fornecimento de eletricidade em muitas zonas de maneira preventiva.

- Haiti - No Haiti a passagem do furacão causou inundações e deixou vários feridos no nordeste do país, informou o serviço de Proteção Civil.

O furacão passou um pouco mais ao norte do que o previsto, fazendo com que o impacto no Haiti possa ser menor do que o esperado, um alívio para o país, que é um dos mais pobres do mundo.

- Bahamas e Cuba -Irma passou na sexta-feira pelo sudeste das Bahamas e não deixou vítimas ou danos importantes.

O poderoso furacão atingiu Cuba pelo arquipélago de Camagüey, situado no norte da Ilha, na madrugada de sábado, com ventos firmes de 260 km/h.

Ondas de até sete metros foram registradas na costa norte pelo instituto meteorológico cubano, Insmet, e a província de Havana foi colocada em alerta.

Mais de 1 milhão de pessoas deixaram suas casas nas zonas vulneráveis do país.

- Trajetória prevista - O furacão Irma, fenômeno mais longo desta intensidade registrado até agora, diminuiu para a categoria 3 neste sábado, embora o NHC dos Estados Unidos tenha advertido que o perigo continua sendo "extremo".

Depois de Cuba, espera-se que Irma vá para o sudeste dos Estados Unidos, atingindo primeiro a Flórida, e depois a Geórgia e Carolina do Sul.

O diretor da Agência de Gestão de Emergências (Fema), Brock Long, assinalou que o furacão terá um impacto "realmente devastador" quando chegar à costa americana da Flórida.

- Outros dois furacões - Outro furacão - José - avança no oeste ameaçando novamente as Antilhas como fenômeno de categoria 4, com ventos de 240 km/h.

Um terceiro furacão, Katia, degradado neste sábado à tormenta tropical, tocou a costa atlântica do Mèxico na noite de sexta-feira, sem causar danos importantes.

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