Ucrânia rejeita entrada de ex-presidente georgiano Saakashvili

Medyka, Polonia, 10 Set 2017 (AFP) - Guardas de fronteira ucranianos rejeitaram neste domingo a entrada na Ucrânia do ex-presidente georgiano Mikhail Saakashvili, que tenta recuperar a cidadania deste país, da qual foi privado pelo presidente Petro Poroshenko.

Os agentes declararam à imprensa que foram alertados pelos serviços de segurança, segundo os quais a passagem pela fronteira foi rejeitada, sem apresentar mais explicações.

Um trem ucraniano no qual viajava Saakashvili havia sido bloqueado neste domingo na estação de Przemysl, sudeste da Polônia, perto da fronteira com a Ucrânia, a pedido da polícia deste país.

De acordo com um comunicado da polícia ucraniana, lido em polonês e ucraniano, "o trem não sairá da estação enquanto pessoas sem direito a entrar na Ucrânia permanecerem a bordo".

Saakashvili, que se recusou a sair do trem, não foi citado diretamente no comunicado.

"Tomar todo um trem como refém é ridículo", declarou à imprensa.

Os assessores de Saakashvili entraram em contato com as autoridades polonesas para denunciar que a polícia da Ucrânia não tem o direito de intervir na Polônia, um país da União Europeia (UE).

O ex-presidente georgiano, hoje apátrida, é objeto de uma demanda de extradição enviada por Tblisi a Kiev.

Saakashvili recebeu o apoio da ex-primeira-ministra ucraniana Yulia Timoshenko, que viajou a a Rzeszow (sudeste da Polônia).

"Viemos para defender Mikhail, mas também viemos defender a Ucrânia", disse Timoshenko, comparando a situação atual da Ucrânia a da época do presidente pró-Rússia Victor Yanukovich.

Saakashvili viaja ao lado da mulher e do filho de 11 anos.

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