Dois soldados britânicos acusados de pertencer a grupo neonazista

Londres, 11 Set 2017 (AFP) - Três britânicos, dois deles soldados, foram formalmente acusados de pertencer à organização neonazista Ação Nacional, anunciou a Polícia britânica nesta segunda-feira.

Os três foram acusados de pertencer à organização e dois deles de portar de documentos para fins terroristas.

Os suspeitos foram detidos na terça-feira passada na região de West Midlands, no centro da Inglaterra, suspeitos de "estar envolvidos na comissão, preparação e investigação de atentados terroristas", anunciou a Polícia em um comunicado.

A Ação Nacional se tornou em dezembro de 2016 a primeira organização de ultradireita proibida no Reino Unido por seu caráter "terrorista".

No último ano e meio, o Reino Unido sofreu dois atentados de extrema direita: o assassinato da deputada trabalhista Jo Cox em junho de 2016, e o atropelamento com uma van de um grupo de muçulmanos que saía de uma mesquita de Londres, no qual morreu um homem e várias pessoas ficaram feridas.

A Ação Nacional enalteceu na época o assassinato de Cox. Em sua conta no Twitter, o grupo defendeu "o sacrifício" feito por Thomas Mair, o homem que assassinou a deputada a tiros e facadas em 16 de junho, uma semana antes do referendo britânico sobre a saída do Reino Unido da União Europeia ('Brexit'), e que foi condenado à prisão perpétua pelo crime.

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