Antivírus Kaspersky: Kremlin acusa EUA de 'concorrência desleal'

Moscou, 14 Set 2017 (AFP) - O Kremlin chamou de "concorrência desleal", nesta quinta-feira (14), a decisão de Washington de proibir as agências federais americanas de usarem softwares da companhia russa Kaspersky Labs, especializada em segurança informática.

"É claro, esses atos fazem parte da concorrência desleal e das violações de todos os padrões comerciais internacionais", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a repórteres.

Evocando supostas ligações com a Inteligência russa, a secretária americana interina de Segurança Interna, Elaine Duke, ordenou que todas as autoridades federais desinstalem o software antivírus da Kaspersky Labs dos PCs dentro de 90 dias.

Na terça-feira (12), o escritório responsável pelas compras do governo federal americano (GSA) já havia removido a Kaspersky Labs de sua lista de fornecedores autorizados.

Esta decisão "certamente pretende minar as posições das empresas russas competitivas no cenário internacional. Neste caso, as do laboratório Kaspersky", criticou Peskov.

A Rússia "lamenta" essa proibição e continuará a "proteger os interesses e apoiar essas empresas", garantiu.

"De modo geral, essa conduta lança uma sombra na imagem dos nossos colegas americanos como parceiros confiáveis", acrescentou o porta-voz do Kremlin.

A Kaspersky Labs, que produz softwares antivírus muito populares e exporta 85% de suas vendas, nega qualquer conexão com as autoridades russas, alegando ser "injustamente acusada sem provas concretas".

As relações entre Washington e Moscou estão em seu pior nível desde a eleição de Donald Trump.

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