Conselho de Segurança se reúne na sexta após novo míssil norte-coreano

Nações Unidas, Estados Unidos, 15 Set 2017 (AFP) - O Conselho de Segurança da ONU fará uma reunião de urgência na próxima sexta-feira, depois do novo disparo de um míssil pela Coreia do Norte, informou a presidência do órgão nesta quinta-feira.

A reunião será realizada às 15H00 de Nova York (19H00 GMT, 16H00 horário de Brasília), segundo a presidência etíope do Conselho. Um diplomata disse que o debate acontecerá a portas fechadas.

O lançamento de um novo míssil acontece depois que o Conselho de Segurança da ONU impôs nesta semana um novo pacote de sanções à Coreia do Norte pelo desenvolvimento de seu programa nuclear e balístico que incluiu um sexto ensaio nuclear, de uma potência sem precedentes nesse país.

Pyongyang havia prometido na quarta-feira acelerar seus programas militares proibidos em resposta às "maléficas" sanções da ONU.

A Coreia do Norte lançou nesta quinta-feira (sexta-feira pelo horário) um míssil que sobrevoou o Japão antes de cair no mar depois de recorrer milhares de quilômetros, em um novo desafio de Pyongyang condenado "energicamente" por Tóquio.

O míssil foi disparado de um local próximo a Pyongyang e voou aproximadamente 3.700 quilômetros a leste, alcançando uma altura máxima de 770 km, ou seja, mais longe e mais alto que mísseis norte-coreanos anteriores, informou o ministério da Defesa sul-coreano.

Segundo o governo japonês, o míssil sobrevoou à ilha japonesa de Hokkaido (norte) às 07H06 do horário local (22H06 GMT de quinta-feira), antes de cair no mar, a cerca de 2.000 quilômetros a leste de sua costa.

"O Japão jamais poderá tolerar essa ação provocadora da Coreia do Norte", disse à imprensa o porta-voz do governo japonês, Yoshihide Suga.

As novas sanções consistiram em um embargo sobre as exportações de gás para a Coreia do Norte, uma limitação às exportações de petróleo e de produtos refinados, e a proibição das exportações norte-coreanas de têxteis.

No entanto, o projeto de embargo petroleiro total promovido pelos Estados Unidos teve que ser abandonado para conseguir que a China, que fornece petróleo à Coreia do Norte e tem direito de veto no Conselho de Segurança, deu seu aval às sanções.

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