França defende acordo nuclear com o Irã e sanções contra Pyongyang

Nações Unidas, Estados Unidos, 18 Set 2017 (AFP) - A França defendeu nesta segunda-feira o acordo nuclear com o Irã como essencial e pediu sanções contra a Coreia do Norte pelo seu programa nuclear e de mísseis, em vez de medidas militares, de acordo com seu chanceler antes da Assembleia Geral da ONU.

O ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Yves Le Drian, disse aos jornalistas que o desmantelar o acordo nuclear de 2015 com o Irã lançaria uma corrida armamentista com os "países vizinhos, que se sentiriam encorajados a ir na mesma direção".

"É essencial manter (o acordo) para evitar uma espiral de proliferação (...) de armas nucleares", disse ele.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou rasgar o acordo nuclear com o Irã, chamando-o de "pior negócio já negociado".

"A França tentará persuadir o presidente Trump da importância desta opção", declarou Le Drian, antes do encontro bilateral entre Trump e o presidente francês, Emmanuel Macron, programado para esta segunda-feira.

A França e os Estados Unidos estão entre as seis potências que negociaram o histórico acordo nuclear, igualmente aprovado pelo Reino Unido, China, Alemanha e Rússia.

De acordo com este pacto, o Irã entregou grande parte do seu urânio enriquecido, desmantelou um reator e abriu seus sítios nucleares às inspeções da ONU, enquanto Washington e a Europa levantaram algumas sanções.

Sobre a crise com Pyongyang, Le Drian disse que uma pressão "muito forte" com sanções forçaria o líder Kim Jong-Un a se sentar para negociar sobre o final de seu programa nuclear e de mísseis.

"Uma ação militar não é necessária", disse o chanceler.

"Para trazer a Coreia do Norte para a mesa de negociação, a única maneira possível é aplicar uma pressão muito forte", acrescentou.

O Conselho de Segurança adotou na semana passada por unanimidade uma nova bateria de sanções contra Pyongyang, proibindo as exportações de têxteis, congelando as permissões de trabalho de norte-coreanos no exterior e limitando seus suprimentos de petróleo.

Pyongyang realizou semanas atrás seu sexto teste nuclear e vários tiros de mísseis intercontinentais, o último na sexta-feira, com um míssil que sobrevoou o Japão.

O Conselho de Segurança "condenou firmemente" o lançamento, mas não ameaçou com novas punições o regime de Kim Jong-Un.

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