Justiça da Índia examina deportação de rohingyas decidida pelo governo

Nova Délhi, 18 Set 2017 (AFP) - A Suprema Corte da Índia examina nesta segunda-feira um pedido de impugnação judicial da decisão do governo de deportar dezenas de milhares de rohingyas que vivem no país.

O recurso foi apresentado em nome de dois rohingyas que vivem em um acampamento de refugiados de Nova Délhi desde que fugiram há vários anos da violência contra esta minoria muçulmana de Mianmar.

De acordo com dados oficiais seriam 16.000, mas alguns analistas acreditam que podem chegar a 40.000.

Nova Délhi informou no mês passado que planejava expulsar os rohingyas de seu território, inclusive os que estão registrados na ONU. O anúncio provocou muitas críticas dos defensores dos direitos humanos.

As autoridades afirmam que os refugiados representam uma ameaça para a segurança, segundo a imprensa local. Os rohingyas negam qualquer vínculo com organizações extremistas internacionais.

Os advogados dos refugiados afirmam que uma deportação seria contrária à Constituição indiana.

A minoria rohingya é perseguida há várias décadas no oeste de Mianmar. Desde o fim de agosto, uma nova explosão de violência provocou a fuga de mais de 410.000 pessoas para Bangladesh.

Índia, Nepal e Paquistão também recebem refugiados rohingyas, mas em menor quantidade.

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