ONU: Temer diz que na Venezuela não há lugar "para alternativas à democracia"

Nações Unidas, Estados Unidos, 19 Set 2017 (AFP) - O Brasil está junto ao povo da Venezuela, onde não há lugar para alternativas à democracia, afirmou nesta terça-feira o presidente Michel Temer, ao inaugurar a Assembleia Geral das Nações Unidas.

"A situação dos direitos humanos na Venezuela continua a deteriorar-se", afirmou Temer, o primeiro presidente a se pronunciar, como é tradição no maior encontro diplomático do planeta.

"Estamos ao lado do povo venezuelano, a que nos ligam vínculos fraternais. Na América do Sul, já não há mais espaço para alternativas à democracia. É o que afirmamos no Mercosul, é o que seguiremos defendendo", afirmou o chefe de Estado brasileiro.

Temer discutiu a grave crise venezuelana em um jantar na noite de segunda com o presidente Donald Trump e seus colegas do Panamá e Colômbia, assim como a vice-presidente argentina.

Diante de seu público mundial no plenário da ONU, Temer defendeu o multilateralismo e sua gestão frente à maior economia latino-americana.

"O novo Brasil que está surgindo das reformas é um país mais aberto ao mundo", garantiu.

"É essa atitude de abertura que trazemos à ONU e que levamos ao Mercosul, ao G20, ao BRICS, ao IBAS e a todos os foros de que participamos. É essa atitude de abertura que adotamos com cada um de nossos parceiros - na nossa região e além dela", disse ainda.

"Com reformas estruturais, estamos superando uma crise econômica sem precedentes. Estamos resgatando o equilíbrio fiscal. E, com ele, a credibilidade da economia. Voltamos a gerar empregos. Recobramos a capacidade do Estado de levar adiante políticas sociais indispensáveis em um país como o nosso", acrescentou.

O desemprego ainda afeta quase 13% da população ativa do Brasil, mas o país começa a se recuperar da maior recessão de sua história. A inflação está cedendo, permitindo que o Banco Central continue reduzindo sua taxa básica de juros.

Temer, no entanto, é acusado de liderar uma organização criminosa em seu governo e conta com uma popularidade de apenas 5%.

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