Temer encontra Netanyahu, Abbas e Al-Sisi à margem da Assembleia da ONU

Nações Unidas, Estados Unidos, 20 Set 2017 (AFP) - O presidente Michel Temer teve reuniões bilaterais nesta terça-feira com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, o presidente palestino, Mahmud Abbas, e o presidente egípcio, Abdul Fatah Khalil Al-Sisi, à margem da Assembleia Geral da ONU.

Segundo informações do Itamaraty, durante o encontro, Netanyahu reconheceu que o Brasil se tornou um poder global. Temer convidou o premiê a visitar o Brasil e também foi convidado a ir a Israel. Netanyahu disse que vai visitar Lima, em abril. E, depois, pretende ir ao Brasil.

Temer declarou que a comunidade judaica é muito importante no Brasil. Netanyahu respondeu que é preciso criar voos diretos entre São Paulo e Tel Aviv.

Brasil e Israel têm sólida base de cooperação, mas podem fazer muito mais. Israelenses detêm 20% do investimento privado em segurança cibernética no mercado mundial. Netanyahu defendeu o desenvolvimento de softwares para a indústria automobilística e projetos de carros autônomos. Propôs joint ventures com empresas brasileiras.

Temer apresentou projetos de PPI (programa de parceria em investimentos) e disse querer investimentos israelenses. Netanyahu respondeu que quando for ao Brasil, vai levar uma grande comitiva de empresários.

Não foram divulgadas informações sobre o encontro com Abbas, realizado após a inauguração da Assembleia Geral, mas pelo Twitter o presidente brasileiro publicou uma foto da reunião e informou ter convidado o contraparte palestino a visitar o Brasil.

Também no Twitter, Temer publicou foto da reunião com o presidente egípcio Al-Sisi, e escreveu que o mandatário "quer aumentar o intercâmbio com o Brasil e oferece seu país como porta de entrada para a África e o Oriente Médio".

"Ele elogiou as reformas brasileiras e a rapidez que retiramos o País da recessão", acrescentou Temer em seu post.

- "Sem alternativas à democracia" -Mais cedo, ao inaugurar a Assembleia Geral da ONU, Temer disse que o Brasil está junto ao povo da Venezuela, onde não há lugar para alternativas à democracia.

"A situação dos direitos humanos na Venezuela continua a deteriorar-se", afirmou Temer, o primeiro presidente a se pronunciar, como é tradição no maior encontro diplomático do planeta.

"Estamos ao lado do povo venezuelano, a que nos ligam vínculos fraternais. Na América do Sul, já não há mais espaço para alternativas à democracia. É o que afirmamos no Mercosul, é o que seguiremos defendendo", afirmou o chefe de Estado brasileiro.

Temer discutiu a grave crise venezuelana em um jantar na noite de segunda com o presidente Donald Trump e seus colegas do Panamá e Colômbia, assim como a vice-presidente argentina.

Diante de seu público mundial no plenário da ONU, Temer defendeu o multilateralismo e sua gestão frente à maior economia latino-americana.

"O novo Brasil que está surgindo das reformas é um país mais aberto ao mundo", garantiu.

"É essa atitude de abertura que trazemos à ONU e que levamos ao Mercosul, ao G20, ao BRICS, ao IBAS e a todos os foros de que participamos. É essa atitude de abertura que adotamos com cada um de nossos parceiros - na nossa região e além dela", disse ainda.

"Com reformas estruturais, estamos superando uma crise econômica sem precedentes. Estamos resgatando o equilíbrio fiscal. E, com ele, a credibilidade da economia. Voltamos a gerar empregos. Recobramos a capacidade do Estado de levar adiante políticas sociais indispensáveis em um país como o nosso", acrescentou.

O desemprego ainda afeta quase 13% da população ativa do Brasil, mas o país começa a se recuperar da maior recessão de sua história. A inflação está cedendo, permitindo que o Banco Central continue reduzindo sua taxa básica de juros.

Temer, no entanto, é acusado de liderar uma organização criminosa em seu governo e conta com uma popularidade de apenas 5%.

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