Myanmar afirma que situação de rohingyas melhora

Nações Unidas, Estados Unidos, 21 Set 2017 (AFP) - Um dia após o criticado discurso da líder birmanesa Aung San Suu Kyi, um alto funcionário de Myanmar reafirmou nesta quarta-feira, na Assembleia Geral da ONU, que a situação da minoria rohingya melhora, e prometeu acelerar a chegada da ajuda humanitária.

Sem citar os rohingyas e falando apenas em "muçulmanos", o segundo vice-presidente birmanês, Henry Van Thio, reafirmou as declarações de San Suu Kyi de que não "houve qualquer violência armada a partir de 5 de setembro" e que a "situação no estado de Rakain melhorou".

Thio declarou não "compreender a razão do êxodo" contínuo desta minoria muçulmana marginalizada em direção a Bangladesh.

O vice-presidente declarou que a ajuda humanitária é agora "a prioridade" de seu governo. "Vamos garantir que a ajuda chegue a todos os necessitados, sem discriminação".

A ONU denuncia uma "limpeza étnica" realizada em Mianmar, iniciada pelo Exército há mais de três semanas.

Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), que cita o governo de Bangladesh, cerca de 412 mil rohingyas já fugiram para o país.

Em três semanas, criou-se um dos maiores campos de refugiados do mundo em Bangladesh e as autoridades locais e ONGs, que estão sobrecarregadas, lutam para ajudar os recém-chegados.

A rejeição aos rohingyas, considerados estrangeiros ilegais em Myanmar, país cuja população é mais de 90% budista, é muito difundida entre a população birmanesa.

Desde que a nacionalidade birmanesa lhes foi retirada, em 1982, os rohingyas estão sujeitos a inúmeras restrições: não podem viajar, ou se casar, sem autorização, e também não têm acesso ao mercado de trabalho, ou a serviços públicos (escolas e hospitais).

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