Falha nova tentativa de substituir Obamacare

Washington, 26 Set 2017 (AFP) - A última proposta apoiada pelo presidente americano, Donald Trump, de derrubar a lei de acesso à saúde de seu antecessor, Barack Obama, falhou nesta segunda-feira quando uma senadora republicana, a terceira, se colocou contra o plano.

"Esse simplesmente não é o jeito que deveríamos abordar um importante e complexo tema que deve ser analisado com cautela e de forma justa para todos os americanos", afirmou a senadora Susan Collins em declaração, ao anunciar a sua oposição ao projeto de lei que pode substituir o Obamacare.

Collins se juntou aos senadores John McCain e Rand Paul ao rejeitar a nova legislação, que os líderes republicanos esperavam aprovar antes de 30 de setembro.

Os republicanos têm 52 cadeiras no Senado, que possui um total de 100, e só podiam lidar com dois "desertores".

Em julho, uma versão prévia deste projeto de lei já havia fracassado, o que provocou a ira de Trump, que fez da derrogação do Obamacare uma de suas promessas de campanha.

"É lamentável", disse Trump nesta segunda-feira a uma rádio do Alabama. "Me prometeram que teria uma lei para sancionar em meu escritório desde o primeiro dia".

Trump criticou especialmente John McCain, cujo voto contrário fez fracassar, em julho, a primeira tentativa de substituir o Obamacare: "McCain deu uma cacetada em todo o partido republicano. Sem McCain já teríamos nossa reforma da saúde".

O golpe de misericórdia no plano de Trump foi dado pelo Gabinete de Orçamento do Congresso (CBO), que nesta segunda-feira publicou uma alarmante análise da chamada lei Graham-Cassidy.

De acordo com economistas do CBO, "milhões" de pessoas ficariam sem cobertura médica com a reforma.

Devido à apressada redação do texto, os especialistas não tiveram tempo para fazer uma análise mais detalhada, mas em versões prévias da lei, entre 16 e 32 milhões de americanos perderiam sua cobertura médica até 2026.

O plano republicano consistia em transferir para os estados parte do orçamento federal para a saúde, permitindo às autoridades estaduais que eliminassem regulações existentes no mercado dos seguros privados.

Um grupo integrado por médicos, pacientes, empresas e representantes democratas se mobilizou para barrar a legislação promovida pelo governo Trump.

Aproximadamente 10% dos 273 milhões de americanos com menos de 65 anos vivem sem qualquer tipo de seguro médico, uma cifra historicamente baixa. Em 2010, ano de adoção do Obamacare, este percentual era de 18%.

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