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Áudio atribuído a chefe do EI pede a extremistas para que resistam

28/09/2017 14h54

Beirute, 28 Set 2017 (AFP) - O líder do grupo Estado Islâmico (EI), Abu Bakr al-Baghdadi, em uma gravação atribuída a ele e difundida nesta quinta-feira, chama seus combatentes na Síria e no Iraque a "resistir" aos inimigos.

"Os chefes do Estado Islâmico e seus soldados se deram conta de que para obter a graça de Deus e a vitória precisam ser pacientes e resistir diante dos infiéis, sejam quais forem suas alianças", afirmou o líder do EI nessa declaração cuja data não foi informada.

O áudio foi divulgado pela Al-Furqan, a "produtora" do EI que distribui as gravações e vídeos da organização extremista islâmica mais temida do mundo.

"O que importa não é o número, o equipamento e a força" dos adversários, garante o chefe do EI, dado como morto várias vezes desde a ascensão fulgurante do grupo em 2014, embora esses rumores não tenham sido confirmados.

Ele atacou as "nações infiéis e, em primeiro lugar, os Estados Unidos, a Rússia e o Irã", que conduzem com seus aliados ofensivas contra o grupo ultrarradical, infligindo uma série de derrotas na Síria e no vizinho Iraque.

A última manifestação de Abu Bakr al-Baghdadi transmitida por um veículo de comunicação afiliado ao seu grupo data de novembro de 2016.

Na ocasião, ele saiu de um ano de silêncio para exortar, em uma gravação sonora, seus homens a resistir até o martírio à ofensiva das forças iraquianas lançada em outubro para recuperar o controle da grande cidade de Mossul.

Em 16 de junho, a Rússia declarou que provavelmente havia matado Abu Bakr al-Baghdadi em um ataque aéreo no final de maio perto da cidade síria de Raqa. Contudo, indicou que continuava a investigar a informação.

O líder do EI teria deixado Mossul no início de 2017, provavelmente na direção da fronteira com a Síria. Os Estados Unidos ofereceram 25 milhões de dólares por sua captura.

Seus seguidores o chamam de "fantasma", em razão de suas raríssimas aparições.

Foi em Mossul que ele fez sua única aparição pública conhecida, em julho de 2014, na mesquita Al-Nuri, destruída em junho com seu minarete pelo EI.

Usando turbante e uma vestimenta preta, barba grisalha, ele havia pedido a todos os muçulmanos que lhe jurassem lealdade depois de ter sido designado à frente do califado proclamado por seu grupo nos territórios conquistados no Iraque e na vizinha Síria.

Hoje, seu "califado", criado em 2014, vacila diante das ofensivas militares, mas seu grupo mantém uma grande capacidade de organizar ataques sangrentos em todo o mundo.

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