Trezentos centros de votação são fechados na Catalunha, os demais improvisam

Barcelona, 1 Out 2017 (AFP) - Ao menos 300 centros de votação para o referendo de independência proibido na Catalunha foram fechados neste domingo (1) pelas forças de segurança, segundo o governo catalão, enquanto em outros lugares se votou de forma improvisada.

O Executivo regional catalão anunciou, neste domingo à tarde, que 319 centros tinham sido fechados pela Polícia. Já o Ministério do Interior anunciava 92 fechamentos em toda Catalunha às 17h00 locais (12h00 em Brasília), três horas antes do fim da votação.

Segundo o governo separatista, a votação aconteceu em diversos centros da região, apesar da proibição da consulta pela Justiça. A princípio, tinham sido previstos cerca de 2.300, mas ainda não se sabe quantos realmente abriram.

A partir de cinco da manhã, grandes filas foram formadas em frente a todos os centros de votação visitados pelos jornalistas da AFP em Barcelona em Girona.

Na maioria, a mobilização foi maciça, numa tentativa de impedir que os colégios fossem fechados, cumprindo a ordem judicial, e as pessoas votaram em um clima tranquilo.

Em Girona, a 50 metros de um ginásio onde o presidente Carles Puigdemont não pode votar porque a polícia tinha confiscado as urnas à força, uma associações de vizinhos no povoado de Sarrià de Ter tinha uma urna onde diversas pessoas votaram após a verificação em uma lista eleitoral impressa.

O Executivo catalão anunciou, na última hora, no domingo de manhã um sistema de censo universal que permitia votar em qualquer um dos centros abertos.

Ele também aceitou que certos eleitores votassem sem cédulas, com papéis simples impressos em casa, aumentando o risco de irregularidades.

Em Barcelona, na escola Reina Violant do bairro Gracia, o aplicativo digital para consultar o censo eleitoral não funcionou durante várias horas. Os eleitores também levavam os papéis impressos em casa e introduziam na urna sem cédulas.

Num terceiro centro de votação barcelonês, constatou-se a mesma situação. Os membros das mesas ainda esqueceram de inscrever os dados nas listas.

"No começo, foi difícil entrar, o sistema congelou, tivemos que reiniciar", explicava à AFP Oriol Giner, de 42 anos, que aceitou ser mesário de um centro em Barcelona, a escola jesuíta Infante Jesús. Segundo ele, cerca de 3 mil pessoas tinham votado até o meio-dia.

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