Enigma do voo MH370 é quase "inconcebível", afirmam investigação

Sydney, 3 Out 2017 (AFP) - Os comandantes das equipes de busca australianas admitiram nesta terça-feira em seu relatório final sobre o voo MH370, desaparecido em 2014, que é "quase inconcebível" que um avião comercial desapareça na era moderna.

O Boeing 777 desapareceu em 8 de março de 2014 com 239 pessoas a bordo, pouco depois de decolar de Kuala Lumpur com destino a Pequim.

O desaparecimento é um dos maiores mistérios da história da aviação civil.

A aeronave não foi localizada em uma área de busca de 120.000 quilômetros quadrados, apesar da utilização de de dados de satélite da possível trajetória do Boeing, divergente do percurso previsto.

"As razões para o sumiço do MH370 não podem ser estabelecidas até que o avião seja encontrado", afirmou o Escritório Australiano de Segurança e Transportes (ATSB) em seu relatório final.

"É quase inconcebível e certamente inaceitável para a sociedade (...) que um avião comercial grande desapareça e que o mundo não saiba o que aconteceu com o mesmo e com as pessoas a bordo", afirmaram os especialistas.

A busca do avião é a maior operação da história e o ATSB admitiu que as investigações se tornaram muito complicadas pela falta de informação, reduzida a princípio aos dados de desempenho do avião e às comunicações por satélite.

Depois, os especialistas recorreram a modelos teóricos para investigar qual poderia ser a trajetória, segundo os destroços do avião, incluindo alguns pedaços que passaram mais de dois anos no mar.

Após três anos de investigação, o relatório de 440 páginas afirma que o "entendimento sobre o local no qual poderia estar o MH370 hoje é maior do que nunca".

A agência nacional australiana de buscas (CSIRO) publicou em abril um relatório no qual afirmou que o MH370 estaria "provavelmente" ao norte de uma zona já observada, com extensão de quase 25.000 quilômetros quadrados.

O ATSB reafirma esta hipótese depois de analisar dados de satélite de 23 de março de 2014 que mostram destroços que poderiam pertencer ao MH370.

Em três anos foram localizados três fragmentos do aparelho, no Oceano Índico, nas costas do leste da África.

mp/ddc/sls/an/fp

Malaysia Airlines

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