Um 'herói' em Las Vegas

Las Vegas, Estados Unidos, 4 Out 2017 (AFP) - Bruce Ure salvou três pessoas gravemente feridas no massacre de Las Vegas, mas se diz um "herói comum", como tantos em meio ao pior ataque com arma de fogo na história recente dos Estados Unidos.

A poucos metros do hotel-cassino Mandalay Bay, flores, balões em forma de coração e velas recordam os 59 mortos por Stephen Paddock, um contador aposentado de 64 anos que no domingo abriu fogo contra a multidão em um festival de música country.

"Estávamos atrás dos bastidores, na parte mais próxima do Mandalay Bay", disse Ure, um oficial da polícia da cidade texana de Seguin, em referência ao ponto de partida dos tiros, o 32º andar do hotel-cassino.

Ure viajou a Las Vegas para assistir ao festival "Route 91 Harvest" e ainda mantinha a pulseira de espectador VIP em seu pulso.

"De repente, pensei ter ouvido fogos, e depois escutei as balas riscando o chão ao nosso redor", contou Ure.

"Era a última noite do festival, a grande noite, e se alguém queria fazer algo aquele era o momento".

Ure percebeu que as balas, "rajadas com 50 tiros", vinham de cima e de trás. "Eu estava com roupa preta, talvez tenha me salvado por isto".

"Era uma carnificina, havia poças de sangue, e tentava me proteger quando vi um jovem de 20 anos baleado na perna direita. Estava morrendo e o puxei para fora do alcance do atirador".

Enquanto tratava de conter o sangue do jovem, outras duas mulheres se aproximaram, uma ferida no peito e outra nas costas, contou Ure.

Sem demora, Ure parou um automóvel que passava e disse: 'preciso do seu carro, tenho três pessoas sangrando, e foi atendido.

"Ele (o motorista) não pensou duas vezes: este cara foi um herói, e heróis como ele estavam em todas as partes naquela noite", disse Ure com a voz embargada, apesar de seus 33 anos de carreira na polícia.

A caminho do hospital, "todo mundo chorava e uma senhora me disse 'vou morrer', mas respondi: esta noite não, eu lhe prometo'".

O grupo foi atendido no hospital e todos sobreviveram, mas "sequer sei seus nomes", revelou Ure.

O atirador possuía um arsenal de mais de 40 armas, explosivos e farta munição.

Perguntado sobre um maior controle sobre a venda de armas, o policial desconversou: "Esta não é a minha área, eu tento resolver as coisas, mas não tenho que apontar quem é o responsável".

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