Mãe de jihadista é julgada na França por vínculos terroristas

Paris, 4 Out 2017 (AFP) - "Vovó jihad", uma mãe que "aderiu plenamente" à ideologia de seu filho que partiu para se juntar aos combatentes extremistas islâmicos na Síria, será julgada na quinta e sexta-feira em Paris por visitar três vezes seu filho e apoiar sua causa.

Indiciada por associação terrorista por um tribunal de Paris, Christine Rivière viajou, entre 2013 e 2014, três vezes na Síria, onde esteve com seu filho Tyler Vilus, membro de um grupo jihadista que posteriormente passaria a ser o Estado Islâmico (EI).

Esta mãe de 51 anos é acusada de ter fornecido apoio financeiro ao seu filho, que finalmente foi preso na Turquia com um passaporte sueco - um documento provavelmente verdadeiro entre os muitos confiscados pelo EI - e extraditado em julho de 2015 para a França.

Ao ser detida um ano antes, em 2 de julho de 2014, na casa de seu outro filho quando se preparava para viajar novamente à Síria, Christine Riviere não escondeu sua intenção de encontrar Tyler, com o qual afirma compartilhar o fanatismo religioso.

Ela contestou ter fornecido apoio à organização terrorista ou de ter lutado na Síria, apesar de os investigadores terem encontrado imagens suas com armas.

"Vovó jihad", que se converteu ao Islã e se radicalizou por causa de seu filho Tyler, assumiu querer viver em terras islâmicas, em um país governado pela sharia e aproveitar o tempo com seu filho antes de ele morrer em martírio.

Os investigadores descreveram uma mãe com um "relacionamento doentio" com seu filho, cujo envolvimento jihadista ela incentivava constantemente. Nas redes sociais, se identificava como "Oum Abdallah" - a mãe de "Abdallah", um dos codinomes de seu filho - e compartilhava imagens de propaganda de uma violência rara, incluindo cenas de decapitação.

Ela agora é a mais velha entre as trinta mulheres que retornaram da Síria e que estão presas na França. De acordo com a Justiça francesa, cerca de 1.000 franceses foram para o Iraque ou para a Síria - cerca de 300 morreram e 700 adultos (incluindo 300 mulheres) ainda estavam lá em junho, com cerca de 400 crianças.

Christine Rivière enfrenta até dez anos de prisão. Seu filho Tyler, cujo caso ainda está sob investigação, será julgado mais tarde.

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