Acusadas pela morte de irmão de Kim Jong-un tinham rastro de veneno nas roupas

Em Shah Alam (Malásia)

  • Daniel Chan/ AP

    2.out.2017 - A indonésia Siti Aisyah (esq.) e a vietnamita Doan Thi Huong são escoltadas pela polícia durante audiência na corte de justiça em Sha Alam, na Malásia, para o julgamento pela morte de Kim Jong-nam, meio-irmão do ditador norte-coreano Kim Jong-un

    2.out.2017 - A indonésia Siti Aisyah (esq.) e a vietnamita Doan Thi Huong são escoltadas pela polícia durante audiência na corte de justiça em Sha Alam, na Malásia, para o julgamento pela morte de Kim Jong-nam, meio-irmão do ditador norte-coreano Kim Jong-un

Vestígios do agente neurotóxico usado no assassinato na Malásia do meio-irmão do líder norte-coreano foram encontrados nas roupas das duas acusadas pelo crime, afirmou um químico durante o julgamento.

Esta é a primeira prova que vincula diretamente as duas mulheres ao agente neurotóxico VX, uma versão altamente letal do gás sarin, considerado uma arma de destruição em massa.

No dia 13 de fevereiro, Kim Jong-Nam, meio-irmão do líder norte-coreano Kim Jong-Un, faleceu 20 minutos depois de ser atingido no rosto por este produto quando estava no aeroporto internacional de Kuala Lumpur.

A indonésia Siti Aisyah e a vietnamita Thi Huong, acusadas pelo crime, estão sendo julgadas desde segunda-feira na Alta Corte de Shah Alam, subúrbio de Kuala Lumpur, onde fica o aeroporto.

"Encontramos VX na camisa sem mangas de Siti Aisyah", declarou o químico Raja Subramaniam durante seu depoimento nesta quinta-feira como testemunha.

A camisa usada por Huong tinha VX em estado puro e uma substância usada para fabricar veneno. Também havia vestígios de veneno em suas unhas, completou.

Câmera de segurança mostra o ataque a Kim Jong-nam no aeroporto

As imagens das câmeras de segurança do aeroporto mostram o momento em que as duas mulheres se aproximaram de Kim antes de jogar o líquido em seu rosto.

As duas foram detidas pouco depois do assassinato e podem ser condenadas à pena de morte.

Na abertura do julgamento, na segunda-feira, as duas se declararam inocentes. Ao longo da investigação, elas negaram que desejavam cometer um assassinato e afirmaram que foram enganadas, que acreditavam estar participando de um programa de televisão do tipo "pegadinha".

Os advogados de defesa afirmam que os culpados são norte-coreanos que fugiram da Malásia.

A Coreia do Sul acusa o Norte de ter organizado o assassinato, o que Pyongyang nega. Kim Jong-Nam criticava o regime norte-coreano e vivia no exílio.

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