Chefe de polícia da Catalunha presta depoimento em tribunal en Madri

Madri, 6 Out 2017 (AFP) - O chefe de polícia da Catalunha, Josep Lluís Trapero, e dois líderes de associações independentistas comparecem nesta sexta-feira à Audiência Nacional para prestar depoimento por suposta sedição vinculada às manifestações antes do referendo de autodeterminação de domingo passado.

O alto tribunal convocou Trapero, sua vice-comandante, além de Jordi Sánchez, da Assembleia Nacional Catalã, e Jordi Cuixart, da Omnium Cultural, para prestar depoimento como investigados pelo suposto delito, no momento em que o governo separatista da região avança em seu projeto de uma declaração unilateral de independência.

O chefe da polícia regional catalã, os Mossos d'Esquadra, que ganhou fama por ter liderado a investigação dos atentados em Barcelona e Cambrils nos dias 17 e 18 de agosto, não fez declarações à imprensa antes de entrar no tribunal.

A investigação está relacionada com as manifestações realizadas diante de uma dependência do governo catalão em Barcelona nos dias 20 e 21 de setembro, quando a Guarda Civil realizava uma operação no local. Os manifestantes danificaram veículos da Guarda Civil estacionados diante do prédio e impediram a saída dos agentes por várias horas.

O delito de sedição pode resultar em uma pena máxima de prisão de 10 anos para cidadãos comuns e 15 anos no caso de autoridades.

Os investigados estavam acompanhados por um pequeno grupo de deputados catalães independentistas e do País País Basco, tanto nacionalistas de direita como da esquerda separatista.

Os deputados não foram autorizados a entrar no edifício. Um deles exibiu a cédula de votação do referendo de autodeterminação aos policiais que protegiam o local.

A realização do referendo de domingo passado, apesar da proibição do Tribunal Constitucional, provocou a maior crise política na Espanha desde o retorno da democracia em 1977.

Os separatistas catalães, que afirmam ter vencido o referendo com 90% dos votos e uma taxa de participação de 42,3%, cogitam declarar unilateralmente a independência na segunda-feira.

O governo central espanhol, do primeiro-ministro Mariano Rajoy, se mostra decidido a impedir a declaração.

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