Cinco detidos por atentado em Marselha são liberados sem acusações

Paris, 6 Out 2017 (AFP) - Cinco pessoas detidas depois do ataque em Marselha no último domingo (1º) foram liberadas sem acusações - informou uma fonte judicial nesta sexta-feira (6).

Foram soltos "diante da ausência de elementos incriminatórios neste momento", disse a mesma fonte à AFP.

Na terça-feira (3), em Marselha (sul da França), a Polícia prendeu quatro homens, com idades entre 32 e 56 anos, e uma mulher de 35.

Todos os cinco conheciam o tunisiano Ahmed Hanachi, o autor do ataque, e foram postos em prisão preventiva por "associação de criminosos terroristas". Os investigadores tentavam determinar se teriam dado algum tipo de apoio logístico ao assassino.

No dia em que foram detidos, a Polícia fez várias batidas em Marselha. Uma delas foi no apartamento alugado pelo tunisiano, onde ele passou sua última noite.

O agressor foi abatido por militares franceses, no marco jurídico estabelecido pelas medidas de segurança em vigor desde os atentados de janeiro de 2015 no país.

Ahmed Hanachi matou duas jovens de 20 anos na estação central de Marselha, um ataque reivindicado pelo grupo Estado Islâmico (EI).

Quando passou à ação, Hanachi estava sob efeito de maconha, disse uma fonte da Justiça nesta sexta-feira.

Ele já havia sido preso em Lyon, na sexta-feira antes do ataque, por roubo. Disse, então, ser "consumidor de drogas pesadas".

Estrangeiro e em situação migratória irregular, Ahmed Hanachi era conhecido desde 2005 pela Polícia, sob sete identidades diferentes e por ter cometido delitos menores.

Segundo seu pai, Noureddine, o jovem deixou a Tunísia aos 17 anos, mas voltava com frequência para visitar a família na região de Bizerte, no norte do país.

A Justiça italiana também abriu uma investigação em Aprilia, cidade perto de Roma, onde Ahmed Hanachi se casou com uma italiana em 2008 e residiu entre março de 2010 e maio de 2017, de acordo com um funcionário da prefeitura. Ele foi preso duas vezes também por crimes menores.

Agora, as investigações buscam determinar se a cidade abrigou uma célula terrorista. O agressor da feira de Natal em Berlim, em dezembro de 2016, também passou por lá.

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