Ex-ministro De Vido convocado a depor no caso Odebrecht na Argentina

Buenos Aires, 6 Out 2017 (AFP) - Julio de Vido, ex-ministro dos governos de Néstor e Cristina Kirchner (2003-2015), foi chamado nesta sexta-feira (6) a depor por supostos atos de corrupção em um plano de ampliação de gasodutos na Argentina, realizado pela Odebrecht em 2006, informou uma fonte judicial.

De Vido, atual deputado opositor, deverá se apresentar em 5 de dezembro ao juiz federal Daniel Rafecas, que investiga supostas irregularidades no "Plano de ampliação de gasodutos 2006-2008", revelou o Centro de Informação Judicial (CIJ).

O Plano, lançado pelo ex-presidente Néstor Kirchner, teve um orçamento inicial de 2,3 bilhões de dólares e foi entregue ao grupo brasileiro.

Também serão interrogados o ex-secretário de Energia Daniel Cameron, dois subsecretários da área e dois diretores da Compañía Administradora del Mercado Mayorista Eléctrico S.A. (CAMMESA).

Os depoimentos acontecerão entre 27 de novembro e 5 de dezembro.

A causa é dividida em duas partes. Rafecas investiga supostas negociações incompatíveis com a função pública, entre 2004 e 2006.

Suspeita-se que o ex-ministro de Planejamento Federal criou o marco normativo necessário para entregar as obras à construtora brasileira, numa manobra suspeita.

Seu colega Marcelo Martínez de Giorgi ficou responsável pela segunda parte, que investiga supostos subornos ligados a aditivos ao contrato original entre 2007 e 2014, indicou o CIJ.

Na Argentina, a Odebrecht é investigada por pelo menos três contratos: o "aterramento" da linha férrea Sarmiento, a fábrica de AySA e os gasodutos Norte e Sul. Em julho de 2016, a empresa brasileira foi suspensa por um ano de participar de licitações.

A Odebrecht admitiu à Justiça dos Estados Unidos ter pagado mais de 35 milhões de dólares em subornos entre 2007 e 2014 na Argentina, em manobras que podem atingir também o atual governo de Mauricio Macri.

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