Rússia diz ter matado 180 jihadistas e mercenários na Síria

Moscou, 7 Out 2017 (AFP) - Cerca de 120 membros do grupo extremista Estado Islâmico (EI) e 60 mercenários foram mortos em uma série de ataques aéreos russos na Síria nas últimas 24 horas, informou, neste sábado (7), o ministério da Defesa russo.

Surpreendentemente, o ministério também relatou a morte de Omar al-Shishani (Omar, o checheno), bem como de dois outros líderes jihadistas originários do Cáucaso norte em um bombardeio russo realizado anteriormente.

No entanto, em 2016, a agência de propaganda do EI, Amaq, já havia anunciado a morte do influente líder Omar al-Shishani no Iraque.

Na ocasião, os Estados Unidos confirmaram que haviam visado este homem, enquanto sua família recebeu as condolências em sua aldeia natal de Birkiani, na Geórgia.

Aliada do presidente sírio Bashar al-Assad em sua guerra contra os rebeldes e os extremistas islâmicos, a Rússia realiza ataques aéreos em apoio às forças do regime, principalmente contra o EI na província de Deir Ezzor (leste do país) e outros grupos jihadistas na província de Idleb (noroeste).

Em outros ataques russos realizados nas últimas 24 horas, "um posto de comando dos terroristas foi destruído e até 80 combatentes foram mortos na região de Mayadine", na província de Deir Ezzor, indicou o ministério russo.

Cerca de 40 combatentes do EI foram mortos perto da região de Boukamal, na mesma província que faz fronteira com o Iraque, acrescentou.

Além disso, mais de sessenta mercenários de países da antiga União Soviética, da Tunísia e do Egito também foram mortos em outro ataque ao sul de Deir Ezzor, segundo o ministério russo.

De acordo com a mesma fonte, "um grande número de mercenários estrangeiros" chegou a Boukamal vindos do Iraque.

Mayadine e Boukamal estão entre as últimas localidades ainda sob controlo do EI na Síria.

Sobre a "morte" dos três líderes jihadistas, o ministério russo citou, além de Omar, o checheno, Alaeddin al-Shishani e Salaheddin al-Shishani.

Moscou explica ter anunciado as mortes depois de "vários dias" de investigações para confirmar os resultados de um ataque ao norte de Boukamal contra um posto de comando do EI.

Rami Abdel Rahman, diretor do Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), que conta com uma vasta rede de fontes em toda a Síria, afirmou que "Salaheddin al-Shishani ainda está vivo" e que "seu grupo jihadista é aliado aos extremista da antiga facção síria da Al-Qaeda e que não tem conexão com o EI".

Omar al-Shishani, cujo nome real é Tarkhan Taimurazovich Batirachvili, é apresentado por Washington como o equivalente ao "ministro da Defesa" dentro do EI. Sua morte já havia sido anunciada várias vezes nas redes sociais ou na imprensa.

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