Justiça liberta jornalistas que entraram em penitenciária na Venezuela

  • Reprodução/Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Imprensa

    Os jornalistas (de costas) foram presos após entrarem em presídio de Tocorón

    Os jornalistas (de costas) foram presos após entrarem em presídio de Tocorón

Os três jornalistas detidos há dois dias por terem entrado em uma penitenciária da Venezuela para realizar uma reportagem foram libertados neste domingo (8), informaram organizações de imprensa e direitos humanos.

Um tribunal ordenou a libertação do suíço Filippo Rossi, do italiano Roberto Di Matteo e do venezuelano Jesús Medina, informou o SNTP (Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa).

Alfredo Romero, diretor da ONG de defesa dos direitos humanos Foro Penal, que assistiu os jornalistas com seus advogados, confirmou a libertação.

O ministro italiano das Relações Exteriores, Angelino Alfano, comemorou a informação. "Acompanhamos o caso com grande atenção, por intermédio de nossa embaixada e do consulado-geral em Caracas, e, para nós, é uma boa notícia", afirmou.

Já o Ministério suíço das Relações Exteriores disse que Filippo Rossi também recebeu proteção consular e lembrou que as gestões diplomáticas facilitaram "a rápida resolução do caso".

Di Matteo, Rossi e Medina foram detidos na última sexta-feira (6), após entrarem com equipes de filmagem em Tocorón, no estado de Aragua (norte), segundo o Foro Penal e SNTP.

"Rejeitamos a perseguição e a detenção de jornalistas como um mecanismo de intimidação à imprensa e lamentamos que os colegas tenham sido privados de sua liberdade. Exigimos que se garanta a liberdade de exercer a profissão na Venezuela", afirmou a Associação de Imprensa Estrangeira na Venezuela, em um comunicado.

Di Matteo trabalha como cinegrafista para o site do jornal italiano "Il Giornale", para o qual colabora regularmente o jornalista freelancer Rossi. O suíço também trabalhou com o "Corriere del Ticino".

Medina, por sua vez é repórter fotográfico do portal DolarToday, principal referência do mercado paralelo na Venezuela e opositor ao governo.

Localizada a 135km de Caracas, a prisão de Tocorón é uma das mais violentas da Venezuela. Várias organizações não-governamentais denunciaram a superlotação e a desnutrição em centros de detenção venezuelanos.

A ONG Una Ventana a La Libertad estimou em 2016 que as prisões venezuelanas abrigavam 88.000 detentos, quando sua capacidade é de 35.000.

O governo da Venezuela afirma que, desde 2011, executa com sucesso um projeto para pacificar os presídios e adequá-los aos padrões internacionais.

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