Nate é rebaixado para tempestade ao passar pelo sul dos EUA

Tegucigalpa, 8 Out 2017 (AFP) - Nate perdeu força e foi rebaixado para tempestade tropical na manhã deste domingo (8) quando avançava para o interior do sul dos Estados Unidos, aonde chegou como furacão após deixar uma trilha de morte e de destruição na América Central.

Na costa sul americana, Nate fazia sentir seu poder causando inundações e cortes de energia, que podem se prolongar por até uma semana. É o terceiro furacão a atingir a região nos últimos dois meses.

Os danos foram menores do que o esperado.

"Nate tinha potencial para causar estragos em Louisiana, mas, felizmente, escapamos em grande medida de sofrer danos severos", disse o governador desse estado, John Bel Edwards, em um comunicado.

Ainda não há informações sobre mortos, ou feridos, em Louisiana.

Mais de 100 mil pessoas ficaram sem eletricidade, devido aos efeitos de Nate. Antes de ser rebaixado para tempestade tropical, ele atingiu duas vezes o sul dos EUA: primeiro, em Louisiana no sábado à noite e, horas depois, na costa do Mississippi.

Às 17h locais (18h, horário de Brasília), o Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês) informou que a tormenta tinha ventos de apenas 55 km/h na direção norte-nordeste, a uma velocidade de 37 km/h.

- O pior já passou -Mensagens nas redes sociais mostravam algumas inundações e danos relativamente leves.

Em Biloxi, no Mississippi, o porta-voz da Polícia, Chris Deback, disse que, apesar de algumas imagens postadas no Twitter mostrarem casas e garagens inundadas, não há informações sobre "danos estruturais".

Nessa cidade, ao longo da costa, funciona uma rede de cassinos. Vários ficaram inundados, mas Deback disse que são projetados para suportar água no térreo nessas condições.

As autoridades advertiram para a possibilidade de novos tornados.

Algumas áreas sofreram inundações de até 2,5 metros, e a tempestade deveria produzir até 254 milímetros de chuva, de acordo com o NHC.

No Alabama, o prefeito de Dauphin Island, Jeff Collier, disse que, aparentemente, a grande maioria dos moradores decidiu passar a tempestade dentro de casa.

"Tivemos algumas casas inundadas, muitos veículos, coisas do tipo (...) mas não há relatos de vítimas", afirmou à CNN, acrescentando que, "felizmente, posso dizer que o pior já passou".

O presidente Donald Trump liberou ajuda federal para ajudar a mitigar o impacto da tempestade em Louisiana e no Mississippi, se necessário.

Nova Orleans, que havia sido devastada pelo furacão Katrina em 2005, com 1.800 mortos, parece ter escapado da fúria de Nate. Acostumados com o pior, moradores disseram estar agradecidos pela passagem menos dramática do Nate.

"Foi bastante suave", comemorou uma otimista Diana Whiteman, que teve sua casa atingida pela queda de uma árvore.

O escritório do prefeito suspendeu o toque de recolher decretado como uma medida preventiva, observando que o alerta de furacões para a cidade havia terminado.

De acordo com as autoridades, os outros poderosos furacões que atingiram recentemente a região ajudaram a tornar a preparação de Nate mais simples, porque os oficiais e a população já estavam preparados.

Nova Orleans melhorou seus sistemas de contenção após o devastador Katrina, mas o governo advertiu que isso não eliminou o risco de inundações.

- Temporada intensa -Costa Rica, Nicarágua e Honduras, países mais atingidos pelo Nate quando ainda era uma tempestade tropical, começavam a calcular os danos, no momento em que a chuva parecia dar uma trégua.

O fenômeno deixou 16 mortos na Nicarágua, 10 na Costa Rica e três em Honduras, segundo autoridades.

Na Costa Rica, mais de cinco mil pessoas se abrigaram em instalações provisórias, enquanto as equipes de socorro buscavam mais de 30 desaparecidos.

El Salvador registrou ontem duas mortes em consequência do Nate: uma pessoa atingida por um deslizamento de terra, e outra, arrastada por um rio.

O sudeste dos Estados Unidos foi atingido duramente em agosto por dois furacões: o Harvey, que deixou mais de 70 mortos, e o Irma, que atingiu a categoria 5 e provocou 12 mortes na Flórida.

Outra tormenta poderosa, o furacão Maria, devastou parte do Caribe no fim de setembro, incluindo Dominica e Porto Rico, território americano.

Anualmente, de junho a novembro, América Central, Caribe, México e o sudeste dos Estados Unidos enfrentam a temporada de furacões, que, em 2017, vem sendo especialmente intensa.

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