Morales exalta Che Guevara nos 50 anos de sua morte

Vallegrande, Bolívia, 9 Out 2017 (AFP) - O presidente boliviano, Evo Morales, exaltou nesta segunda-feira (9) a figura de Ernesto 'Che' Guevara, que morreu há 50 anos "buscando a libertação da Pátria Grande" latino-americana, e convidou à continuação de sua luta "anti-imperialista".

"O 'Che' lutou e morreu pela libertação da Bolívia e pensando na libertação da Pátria Grande (como os socialistas se referem à América latina)", disse Morales, em Vallegrande, sudeste do país, onde aconteceram os atos em homenagem ao aniversário de morte do guerrilheiro.

Morales acrescentou que "a melhor maneira de prestar uma homenagem ao Che é continuar com a sua luta, uma luta anti-imperialista", e assegurou que "nunca (antes) como hoje o 'Che' é necessário, (pois o seu pensamento) está vivo e se projeta em direção ao futuro".

Apoiador da revolução cubana, Morales criou um decálogo no qual propõe construir "um mundo sem invasores ou invadidos", "com a eliminação total das armas de destruição em massa, nucleares, químicas e biológicas", "um mundo onde não existam bases nucleares imperialistas", e o respeito ao meio ambiente, entre outros pontos.

Localmente criticado por homenagear o 'Che' em lugar do exército boliviano que o combateu, Morales ressaltou que "é necessário dizer que não foi uma invasão, já que de 50 guerrilheiros, 26 eram bolivianos que lutavam junto ao Che pela libertação do nosso país".

"Nossos próprios soldados (...) foram usados e coagidos a perseguir a guerrilha, não somente ao Che", afirmou. E concluiu declarando que "não é traição lembrar daqueles que quiseram libertar a Pátria; traição à Pátria é ser bajulador do império americano".

"Não culpabilizamos os soldados bolivianos que foram obrigados a cumprir ordens, culpamos os agentes da CIA e os generais que se subordinaram diante deles", declarou Morales, cujo governo conta com o apoio das forças armadas do seu país, das quais é o comandante-geral, de acordo com a Constituição.

Também criticou o motivo pelo qual "hoje o império continua golpeando os países que possuem políticas contrárias aos seus interesses" e citou o caso da Venezuela. "O Irmão(Nicolás) Maduro não está sozinho", proclamou em alusão ao mandatário venezuelano, que vive uma forte crise política em seu país.

O ato comemorativo contou com a presença das delegações de Cuba, Nicarágua e Venezuela, 'irmãos ' e 'irmãs' do 'Che', além de dois ex-guerrilheiros, os únicos sobreviventes da ação armada ocorrida em 1967.

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