Empresários de EUA e México alertam sobre propostas de Trump no Nafta

México, 11 Out 2017 (AFP) - Empresários de Estados Unidos e México expressaram nesta terça-feira (10) sua preocupação com as propostas mais polêmicas do governo Trump para o Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta), que pode "condenar" o acordo com o Canadá.

Entre as iniciativas que preocupam, estão o endurecimento das regras de origem, ou seja, o conteúdo que os produtos devem ter para não pagar tarifas; eliminar o mecanismo de solução de controvérsias; e que o tratado tenha duração de cinco anos, para depois ser renovado.

Nesta quarta-feira começa, em Washington, a quarta rodada de renegociação do Nafta.

Tom Donohue, presidente da US Chamber of Commerce, a maior organização empresarial dos Estados Unidos, alertou nesta terça, na Cidade do México, sobre as propostas que considera "desnecessárias e inaceitáveis".

"Chegamos a um momento crítico e a Câmara não tem outra opção que não ligar os alarmes", disse Donohue em discurso. "Há várias propostas ainda na mesa que podem condenar o tratado inteiro", afirmou.

"Há várias propostas que são pílulas venenosas postas sobre a mesa que poderão condenar todo o tratado", advertiu Donohue.

Ele disse que vai enviar uma carta à Casa Branca, assinada por mais de 300 câmaras de comércio estaduais e locais de todo o país, ressaltando os benefícios do acordo comercial.

Donohue criticou particularmente as propostas sobre regras de origem, a cláusula para terminar o acordo após cinco anos e a intenção de diminuir o déficit comercial dos EUA com seus sócios.

Representantes do setor empresarial mexicano concordam.

"Respaldamos o nosso governo na postura de não ceder a petições irracionais que signifiquem um retrocesso na construção do que pode ser uma próspera região econômica da América do Norte", disse à imprensa Salvador Álvarez, tesoureiro da confederação de agricultores do México, indústria que exporta cerca de 9 bilhões de dólares ao ano aos Estados Unidos.

O chanceler do México, Luis Videgaray, alertou que não se deve interpretar de forma equivocada a vontade e a disposição construtiva dos negociadores mexicanos como um abandono das causas e interesses do país.

"O México é muito maior que o Nafta e devemos estar preparados para os distintos cenários que podem resultar desta negociação", disse Videgaray ao Senado.

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