Fome aumentou 6% na América Latina em 2016, alerta FAO

Santiago, 10 Out 2017 (AFP) - A fome aumentou 6% na América Latina em 2016, o primeiro recuo em uma década, como consequência da desaceleração das economias da região, alertou a agência das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) nesta terça-feira (10).

Depois de uma década celebrando avanços no recuo da desnutrição, a região somou 2,4 milhões de novas pessoas sem acesso à quantidade suficiente de alimentos para atender às suas necessidades calóricas básicas, o que elevou o total de desnutridos na América Latina a 42,5 milhões de pessoas, o equivalente a 6,6% de sua população total.

"Estamos em um mau caminho. A região deu um passo atrás importante em uma luta que vinha ganhando", disse o representante regional da FAO, Julio Berdegué, ao apresentar, durante coletiva de imprensa, em Santiago, o relatório "Panorama da Segurança Alimentar e Nutricional na América Latina e no Caribe".

A América do Sul, uma das regiões mais ricas na produção de alimentos, sofreu o maior aumento de desnutrição com um aumento da fome de 5% para 5,6%. Mas, apesar de não ter aumentado no Caribe, a fome continuava tendo a maior prevalência nesta região, afetando 17,7% de sua população.

No que diz respeito a países, a pior situação em termos de prevalência está no Haiti, onde quase 47% de sua população passa fome.

Enquanto isso, a Venezuela - mergulhada em uma profunda crise política e econômica - foi o país que registrou o maior aumento no número de subnutridos, passando de 2,8 milhões de pessoas em 2015 para 4,1 milhões no ano passado, com uma prevalência de 13% de sua população.

Mas não só o número de subnutridos aumentou. Na América Latina, a obesidade está "descontrolada" e se tornou um problema de saúde pública em todos os países da região, alertaram especialistas da FAO.

A obesidade em adultos situou-se acima dos 20% de sua população em 24 dos 33 países sul-americanos.

Na América do Sul, 7,4% das crianças menores de cinco anos sofrem de sobrepeso e obesidade, assim como 6% das crianças da América Central e 6,9% das do Caribe.

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