Libéria vota para consolidar a democracia após a era Sirleaf

Monróvia, 10 Out 2017 (AFP) - Mais de dois milhões de liberianos comparecem às urnas nesta terça-feira para escolher o sucessor de Ellen Johnson Sirleaf, primeira mulher eleita chefe de Estado na África, em uma eleição que deve consolidar a democracia em um país ainda atormentado pela guerra civil.

Além do novo presidente - o primeiro em 70 anos que sucederá pacificamente outro também eleito -, os liberianos também votam para renovar a Câmara dos Representantes.

Os locais de votação permanecerão abertos das 8H00 às 18H00 GMT (5H00 às 15H00 de Brasília) e os primeiros resultados devem ser divulgados em um prazo de 48 horas, segundo a Comissão Eleitoral.

Se um candidato não conquistar a maioria absoluta dos votos no primeiro turno, os dois primeiros colocados disputarão o segundo turno presidencial.

O senador George Weah, ídolo do futebol africano e derrotado por Sirleaf em 2005, o vice-presidente Joseph Boakai, o advogado e veterano político Charles Brumskine e os poderosos empresários Benoni Urey e Alexander Cummings são os nomes mais fortes para chegar ao segundo turno, de acordo com os analistas.

Vinte candidatos disputam a presidência.

Após dois mandatos consecutivos, Sirleaf, de 78 anos e premiada com o Nobel da Paz em 2011, não pode disputar a presidência novamente.

Em um discurso na segunda-feira, Sirleaf citou "um dia histórico para nossa nação e a consolidação da jovem democracia liberiana".

Ela pediu aos compatriotas que observem o "caminho percorrido", que permitiu passar de uma "sociedade destruída pela guerra a uma das democracias mais vivas da África ocidental", em referência às violentas guerras civis que abalaram o país entre 1989 e 2003, com um balanço de 250.000 mortos.

Independente do vencedor, as eleições representam um "teste crucial para o processo democrático na Libéria", afirmou Maria Arena, líder da missão de observadores da União Europeia.

"Uma transição pacífica de um presidente eleito para outro não é importante apenas para a Libéria, mas também um exemplo para a região", disse.

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