Número de mortos em incêndios da Califórnia chega a 21

Em Santa Rosa, EUA

  • Paul Kitagaki Jr. /The Sacramento Bee via AP

    Casa destruída em Sonoma, Califórnia, durante os incêndios que atingiram o norte do Estado

    Casa destruída em Sonoma, Califórnia, durante os incêndios que atingiram o norte do Estado

O número de mortos pelos violentos incêndios que atingem o norte da Califórnia subiu para 21, informaram as autoridades nesta quarta-feira (11), enquanto centenas de bombeiros tentam controlar as chamas, alimentadas por fortes ventos.

"As únicas novidades da noite são novas retiradas na cidade de Geyserville e no Vale de Sonoma. Esperamos que o vento se acalme e que façamos progressos", tuitou o xerife do condado de Sonoma, um dos mais afetados pelo avanço do fogo.

Nesta zona, conhecida por sua tradição vinícola, ao menos 11 pessoas morreram, e há 200 em paradeiro desconhecido. Duas pessoas morreram no condado de Napa, três no de Mendocino e uma no de Sutter.

O porta-voz dos bombeiros da Califórnia (CalFire) explicou no Twitter nesta quarta que 22 incêndios estão devastando o estado e que 69.000 hectares já foram queimados.

Napa luta contra o incêndio Tubbs, que queimou mais de 11.000 hectares e destruiu 571 construções, 550 delas residenciais.

Cerca de 650 bombeiros foram enviado a esse local, onde outros 16.000 edifícios estão em perigo.

Apenas 3% do incêndio Atlas, também em Napa, estava controlado na noite de terça-feira. Desde domingo, devastou 10.500 hectares.

No condado de Mendocino, apenas 5% do incêndio Redwood, que destruiu cerca de 12.000 hectares, está contido.

O presidente americano, Donald Trump, declarou na terça-feira o estado de catástrofe natural.

A maioria dos focos começou no domingo e avançam com extrema rapidez devido aos fortes ventos.

Perigo para os bombeiros

A polícia da localidade de Santa Rosa advertiu no Facebook que os serviços meteorológicos preveem um "retorno dos ventos fortes na região a partir de quarta-feira à noite (...) até quinta-feira de manhã". "Esta evolução cria condições extremamente perigosas para os bombeiros", ressaltou.

O CalFire indicou em seu site que outubro é o mês em que a Califórnia, o estado mais populoso dos Estados Unidos, historicamente sofre seus maiores e mais destruidores incêndios.

Milhares de moradores foram obrigados a fugir das chamas. As retiradas continuavam nesta quarta-feira.

Só no condado de Sonoma, mais de 25.000 pessoas tiveram que abandonar suas casas. Cerca de 5.000 conseguiram se refugiar em abrigos temporários, indicou o gabinete do xerife na segunda-feira.

O rápido avanço das chamas permitiu que algumas pessoas voltassem para suas casas, mas só encontraram escombros. Santa Rosa foi particularmente afetada.

"Não pensávamos que a casa queimaria desta forma", disse Barbara Baird, de 70 anos. Sua filha Krysti Campbell, com quem dividia o imóvel, indicou que procurou suas joias, mas não encontrou nada.

Várias vinhas foram parcialmente ou totalmente destruídas. Algumas permaneciam na trajetória das chamas nesta quarta.

A vinha Signorello Estate foi reduzida a cinzas. Seu diretor, Ray Signorello Jr, afirmou no Facebook que os trabalhadores tentaram lutar contra as chamas na noite de domingo, mas tiveram que abandonar os esforços quando o fogo alcançou o edifício principal.

A exploração de vinhos orgânicos Frey foi engolida pelo fogo, enquanto a família vinicultora Donelan cruza os dedos para não sofrer as consequências dos incêndios, embora esteja na zona de evacuação.

"O fogo não está nem um pouco controlado e o vento está aumentando. Não há maneira de saber se estamos fora de perigo", conta Cushing Donelan à AFP.

Cerca de 4.000 pessoas - entre bombeiros, socorristas, associações não governamentais e militares da Guarda Nacional californiana - lutam contra as chamas.

O incêndio mais mortífero da história da Califórnia, o "Griffith Park", ocorreu em outubro de 1933 e deixou 29 mortos perto de Los Angeles. O mais destruidor, o "Tunnel-Oakland Hills", devastou 2.900 construções e matou 25 pessoas em outubro de 1991.

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