China critica Londres, após barrar ativista em Hong Kong

Pequim, 12 Out 2017 (AFP) - A China iniciou um protesto diplomático com o Reino Unido após Londres questionar o porquê de um ativista de direitos humanos britânico ser barrado na entrada de Hong Kong, disse nesta quinta-feira (12).

Agentes de imigração barraram a entrada de Benedict Rogers, vice-presidente da comissão de direitos humanos do Partido Conservador, na ex-colônia britânica na manhã desta quarta-feira.

O ministro de Relações Exteriores Boris Johnson expressou sua preocupação e disse que seu governo "buscaria uma explicação urgente".

A China "fez reclamações severas" sobre os comentários, disse a porta-voz do Ministério de Relações Exteriores Hua Chunying em uma coletiva de imprensa.

"O governo central é responsável por assuntos diplomáticos relacionados a Hong Kong", disse ela, acrescentando que "quem pode entrar e quem não pode está dentro de nossa soberania".

"Os assuntos de Hong Kong são assuntos domésticos da China. Nos opomos à interferência em assuntos domésticos da China de qualquer forma, por qualquer governo estrangeiro, instituição, ou pessoa".

Rogers disse que explicou às autoridades migratórias de Hong Kong, na quarta, que sua visita era "apenas privada".

"Reiterei para eles que eu não ia ter nenhum compromisso público, nem entrevista com a imprensa, em Hong Kong. Não estava representando qualquer organização", afirmou.

O ativista disse que acredita que a embaixada de alguma forma soube de conversas privadas nas quais ele falou na possibilidade de visitar ativistas democráticos de Hong Kong na prisão, o que, mais tarde, ele percebeu que seria impossível.

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