Batalha de Raqa está na "fase final"

Ain Issa, Síria, 15 Out 2017 (AFP) - A batalha para expulsar o grupo extremista Estado Islâmico (EI) de Raqa entrou na "fase final", anunciaram neste domingo as Forças Democráticas Sírias (FDS).

Uma fonte do Conselho Civil de Raqa desmentiu as informações de um porta-voz da instituição, que mais cedo indicou que os jihadistas estrangeiros estavam autorizados a sair da cidade.

De acordo com as FDS, mais de 3.000 civis foram retirados de Raqa, onde ainda permanecem famílias de jihadistas, disse à AFP um porta-voz das Forças Democráticas Sírias (FDS).

"Mais de 3.000 civis saíram na noite de sábado após um acordo e se instalaram em zonas controladas pelas FDS", assinalou Talal Sello, um dos porta-vozes da aliança curdo-árabe.

"Já não restam civis em Raqa", excetuando-se as famílias dos extremistas, acrescentou Talal Sello.

Raqa, reduto do grupo extremista sunita na Síria e símbolo de suas atrocidades, está controlada em 90% pelas Forças Democráticas Sírias (FDS), uma aliança de combatentes árabes e curdos, respaldados pela coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, que entraram na cidade em junho, após meses de combates violentos.

"Estamos agora na fase final da batalha de Raqa", disse à AFP a porta-voz Jihan Sheikh Ahmed, depois que as FDS anunciaram o início da operação para retomar os 10% da cidade que permanecem sob controle do EI.

"A batalha (...) continuará até que toda a cidade tenha sido limpa de terroristas que se negam a render-se, incluindo os estrangeiros", completa o texto.

O anúncio foi feito depois que autoridades locais anunciaram que alcançaram o acordo para permitir que os combatentes do EI saiam da cidade, mas ainda não está claro o número de jihadistas nem o seu destino.

Mas uma fonte do Conselho Civil de Raqa desmentiu a informação.

"Para esclarecer e ser preciso, os estrangeiros do Daesh (acrônimo árabe de Estado Islâmico) não podem ser perdoados", afirma um comunicado divulgado pelo Conselho Civil de Raqa.

"Até agora apenas os sírios se renderam, 275 no total, incluindo seus parentes", completa a nota.

A coalizão internacional que luta contra o EI anunciou no sábado a saída de um "comboio" de Raqa, sem mencionar o destino dos jihadistas sírios. Mas destacou que os combatentes estrangeiros estavam excluídos do acordo.

As FDS iniciaram em novembro do ano passado a ofensiva para retomar Raqa, capturada pelo EI em 2014.

A queda de Raqa seria um novo revés para o EI, que foi derrotado nos últimos meses em importantes setores que havia conquistado, tanto na Síria como no Iraque, onde perdeu Mossul, seu grande reduto neste país.

mjg-sah/cmk/gk/pa/age/fp

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos