México e Canadá permanecem no Nafta, apesar de 'propostas duras' dos EUA

Washington, 17 Out 2017 (AFP) - México e Canadá vão continuar na mesa de negociações para revisar o Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta), apesar das "propostas duras" dos Estados Unidos, indicaram à AFP fontes próximas às discussões.

Em um sinal da dificuldade para alcançar acordos, os três países anunciaram nesta terça que as negociações, que queriam que terminassem até o fim do ano, serão prorrogadas até 2018.

Os funcionários mexicanos sabem que alguns dos pedidos americanos são "propostas duras", entre elas a cláusula de revisão a cada cinco anos obrigatória que Washington quer incorporar, mas continuarão debatendo um novo Nafta que atenda a todos, indicou uma das fontes.

"O México está consciente de que um acordo ruim não beneficia ninguém e continuará participando das discussões levando isso em conta", afirmou, sob condição de anonimato.

Como prova de seu compromisso, os mexicanos preparam a quinta rodada de debates, que acontece entre 17 e 21 de novembro na Cidade do México.

"O México não vai sair da mesa", disse no fim de semana o ministro de Economia, Ildefondo Guajardo, à imprensa mexicana.

Outra fonte próxima às discussões declarou à AFP que o Canadá também vai manter seu compromisso com o pacto, vigente desde 1994.

"Não estamos de acordo com algumas das propostas apresentadas por Estados Unidos, mas não rechaçamos absolutamente nada e continuamos comprometidos com as negociações do Nafta", indicou, sem detalhar os motivos da controvérsia.

Empresários de Estados Unidos e México disseram, na semana passada, que algumas propostas da administração Trump para o Nafta podem "condenar" um acordo considerado benéfico.

Entre as iniciativas que preocupam, estão o endurecimento das regras de origem e a eliminação do mecanismo de solução de controvérsias, alertou o presidente da Câmara de Comércio dos Estados Unidos, Tom Donohue.

Estados Unidos, México e Canadá concluíram, nesta terça, a quarta rodada de negociações para revistar o Nafta, a pedido do presidente americano, Donald Trump, que o considera uma "desastre" e ameaça deixá-lo.

Trump voltou a sinalizar a saída do acordo na semana passada, ao receber o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, na Casa Branca.

"Vamos ver se podemos fazer as mudanças que precisamos", disse Trump. "Temos que proteger nossos trabalhadores", enfatizou.

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