Trump condena NFL por não forçar jogadores a ouvirem o hino de pé

Washington, 18 Out 2017 (AFP) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a condenar nesta quarta-feira (18) a NFL, a liga profissional de futebol americano, por não obrigar seus jogadores a ficarem de pé durante a execução do hino nacional.

"A NFL decidiu que não obrigará os jogadores a se levantarem para o hino nacional. Total falta de respeito com nosso magnífico país", tuitou Trump.

Este novo ataque do presidente americano à NFL acontece depois de uma reunião entre os proprietários dos clubes e representantes dos jogadores na terça-feira em Nova York.

Durante esta reunião não foi tomada uma decisão sobre o delicado tema dos protestos de jogadores durante o hino nacional, que divide o mundo do esporte e a sociedade americana há várias semanas.

"Cada membro da comunidade NFL tem um enorme respeito por nosso país, nossa bandeira e nossos soldados", anunciaram a NFL e o sindicato de jogadores em um comunicado conjunto.

No entanto, o comissário da Liga, Roger Goodell, disse nesta quarta-feira em coletiva de imprensa que "acreditamos que os jogadores devam se levantar durante o hino nacional".

"Queremos que nossos jogadores fiquem de pé e seguiremos estimulando para que se coloquem de pé", destacou, enquanto advertia que durante a reunião com o sindicato de jogadores não foram discutidas possíveis sanções contra os que se ajoelharem. "Não posso falar de hipóteses", destacou.

"É importante honrarmos nossa bandeira e nosso país, e isso é o que os torcedores esperam de nós", disse, reafirmando que os jogadores que protestam dessa maneira "não fazem isso por falta de respeito à bandeira".

Ele assegurou que a NFL não quer "fazer política" com esse tema, considerando que as motivações para o singular protesto "são complexas".

Há quase um mês o presidente Trump mantém uma disputa com os jogadores da NFL que se ajoelham durante a execução do hino nacional.

Esse polêmico gesto para denunciar as tensões raciais nos Estados Unidos foi interpretado por Trump como falta de respeito com seu país.

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