Trabalhista de 37 anos será primeira-ministra da Nova Zelândia

Wellington, 19 Out 2017 (AFP) - A líder opositora trabalhista Jacinda Ardern está em condições de formar o governo na Nova Zelândia, depois de obter o apoio dos nove deputados do partido nacionalista Nova Zelândia Primeiro (NZF).

O partido de Ardern conquistou 46 cadeiras no Parlamento. Somando os oito deputados ecologistas e nove nacionalistas, contará com o apoio de 63 deputados, dois a mais do que a maioria absoluta de 61.

"É um grande dia. Aspiramos a ser um governo para todos os neozelandeses, um governo que aproveitará as oportunidades para construir uma Nova Zelândia mais justa, melhor", declarou Ardern em um breve comunicado.

"Nós tínhamos a opção entre um status quo modificado, ou a mudança", disse o líder do NZF, Winston Peters.

"Por essa razão, ao fim, escolhemos um governo de coalizão entre o NZF e o Partido Trabalhista", completou Peters.

Peters demorou algumas semanas para anunciar o apoio a Ardern em detrimento de Bill English, atual primeiro-ministro, líder do Partido Nacional, de centro-direita, que tem 56 deputados.

Winston Peters fez muitos elogios a Ardern, de 37 anos, que conseguiu um grande avanço nas últimas semanas da campanha eleitoral, levando seu partido a conquistar 14 cadeiras no Parlamento.

"Demonstrou um talento extraordinário durante a campanha, apesar de uma situação desesperadora", disse Peters.

Nas eleições de setembro, os dois grandes partidos, o Nacional e o Trabalhista, não conquistaram maioria e ficaram pendentes da decisão de Peters.

Winston Peters, de 72, de origem maori e escocesa, opõe-se à imigração asiática e defende um protecionismo econômico.

Os trabalhistas e os verdes devem aprovar formalmente a formação de um governo de coalizão com Peters, que converteria Ardern na chefe de Governo mais jovem da Nova Zelândia desde 1856 e na terceira mulher a exercer o cargo de primeira-ministra.

Ardern, filha de um policial, nascida em 1980 em Hamilton, 130 km ao sul de Auckland, estudou Comunicação e, depois, trabalhou para a premiê Helen Clark e, em Londres, com o ex-primeiro-ministro Tony Blair.

Por sua idade e por sua fulgurante carreira, Ardern foi comparada ao presidente francês, Emmanuel Macron, e ao primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau.

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