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Internacional

Síria: Conselho da ONU vota nesta terça sobre investigação de ataques químicos

23/10/2017 23h01

Nações Unidas, Estados Unidos, 24 Out 2017 (AFP) - O Conselho de Segurança da ONU votará nesta terça-feira se estenderá a investigação internacional sobre ataques químicos ocorridos na Síria, uma medida que poderá ser vetada pela Rússia, informaram nesta segunda-feira fontes diplomáticas.

Os Estados Unidos solicitaram a votação do projeto de resolução apresentado na semana passada e que permitiria ao painel conjunto da ONU e à Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) continuar por mais um ano sua missão de identificar quem está por trás dos ataques com gás tóxico nos seis anos de guerra na Síria.

A proposta enfrenta o possível veto da Rússia, aliado de Damasco, que antes de tomar uma decisão quer examinar um relatório sobre o ataque com gás sarin de abril em Khan Sheikhun, que deve ser divulgado na quinta-feira.

A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, pediu ao Conselho que "atue agora" para apoiar o trabalho do painel, conhecido como Mecanismo de Investigação Conjunta (JIM, na sigla em inglês). Seu mandato termina em 18 de novembro.

Os Estados Unidos acusam a Rússia de vincular a sobrevivência do JIM a suas descobertas sobre o ataque de 4 de abril Khan Sheikhun.

Reino Unido, França e Estados Unidos acusaram as forças do presidente sírio, Bashar al Assad, de usar sarin nessa cidade controlada pela oposição, matando pelo menos 87 pessoas, incluindo 30 crianças.

No mês passado, os investigadores da ONU disseram ter provas de que a força aérea síria esteve por trás do ataque, apesar das reiteradas negativas de Damasco.

Se a Rússia vetar o projeto de resolução, provocará o fim da investigação.

O responsável do departamento de não proliferação do governo russo, Mikhail Ulyanov, disse neste mês a diplomatas da ONU que o ataque de gás sarin provavelmente foi causado por uma bomba disparada diretamente do solo, e não por um ataque aéreo sírio.

Haley argumentou que a OPAQ está revisando mais de 60 casos de suposto uso de armas químicas na Síria, incluindo um ataque com sarin recentemente descoberto em uma cidade controlada pela oposição, em 30 de março.

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