Forças de segurança faz vasta operação em favelas do Rio

Rio de Janeiro, 27 Out 2017 (AFP) - Centenas de policiais e militares realizam desde a madrugada desta sexta-feira uma vasta operação em várias favelas do Rio de Janeiro.

Uma das ações tem o objetivo localizar e prender criminosos envolvidos na tentativa de roubo que provocou a morte do coronel Luiz Gustavo de Lima Teixeira, comandante do 3º BPM (bairro do Méier, zona norte), e deixou um policial militar ferido, segundo a assessoria de imprensa da Polícia Militar.

Já as operações para reprimir o tráfico de drogas acontecem nas favelas de São Carlos, Zinco, Querosene e Mineira, na zona central do Rio.

Segundo o portal G1, cerca 1.700 efetivos buscam traficantes envolvidos na invasão da favela da Rocinha, que aconteceu há 40 dias, dentro da guerra entre facções rivais para dominar a maior favela da cidade, localizada na zona sul do Rio.

Em outra operação, nas comunidades do Lins de Vasconcelos, zona norte, participam 300 policiais na busca dos envolvidos na morte do coronel Teixeira.

O coronel Teixeira, de 48 aos, foi morto na quinta-feira, segundo a PM, por "criminosos armados que dispararam vários tiros na direção do carro que ocupava".

O comandante é o oficial de maior patente morto no Rio, na guerra que opõe forças de segurança e facções criminosas, e que também confronta as próprias facções.

A Polícia Militar do Rio de Janeiro é uma das que mais perdeu efetivos, e também a que mais mata.

Segundo cifras do Instituto de Segurança Pública do estado, seus agentes mataram cerca de 8.000 pessoas na última década, 645 em 2015 e mais de 900 em 2016, a maioria em operações nas favelas.

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