Governo colombiano mantém cessar-fogo com ELN, apesar de assassinato
Bogotá, 30 Out 2017 (AFP) - O governo da Colômbia anunciou nesta segunda-feira (30) que manterá por enquanto o cessar-fogo com o Exército de Libertação Nacional (ELN), apesar do assassinato por parte do grupo rebelde de um líder indígena na semana passada.
"Nenhum incidente por si só será a causa de uma ruptura do cessar-fogo de forma unilateral e automática", esclareceu o escritório do comissário da Paz em um comunicado, acrescentando que o caso será avaliado pelos que apoiam os diálogos de paz em Quito.
Ainda assim, o caso supõe um "incidente grave" que será avaliado pela missão de verificação composta pela ONU, pela Igreja católica e pelas duas partes envolvidas em uma negociação de paz em Quito desde fevereiro.
"A Mesa de Diálogo vai avaliar toda a informação objetiva que receber para que sejam tomadas as decisões cabíveis, frente à continuidade do cessar-fogo", em vigor desde 1º de outubro, afirmou o governo na declaração.
Última guerrilha ativa na Colômbia, o Exército de Libertação Nacional (ELN) admitiu ter matado o governador indígena Aulio Isarama Forastero, na quarta passada, no departamento do Chocó (noroeste).
Em um comunicado divulgado no domingo, a organização armada disse também que reteve o líder indígena para investigá-lo por suas supostas ligações com a "Inteligência militar".
Sua morte aconteceu quando ele se recusou a ir com os rebeldes e investiu contra um deles, com "o trágico desfecho conhecido", acrescentou a Frente de Guerra Ocidental Omar Gómez, que opera na zona.
O assassinato do governador é a primeira violação da trégua bilateral e temporária em vigor até 9 de janeiro, firmada pelo governo e pela guerrilha no âmbito das negociações de paz de Quito.
O governo criticou o homicídio de Isarama Forastero, mas avaliou que o pronunciamento do ELN "permitirá às autoridades avançarem rapidamente" na investigação e na condenação dos responsáveis.
"A mesa de diálogo adotará as medidas corretivas para fortalecer os procedimentos que são realizados no âmbito do cessar-fogo", completou.
Já o ELN disse lamentar "profundamente" o episódio e pediu perdão aos familiares da vítima por "esse doloroso caso".
"Nenhum incidente por si só será a causa de uma ruptura do cessar-fogo de forma unilateral e automática", esclareceu o escritório do comissário da Paz em um comunicado, acrescentando que o caso será avaliado pelos que apoiam os diálogos de paz em Quito.
Ainda assim, o caso supõe um "incidente grave" que será avaliado pela missão de verificação composta pela ONU, pela Igreja católica e pelas duas partes envolvidas em uma negociação de paz em Quito desde fevereiro.
"A Mesa de Diálogo vai avaliar toda a informação objetiva que receber para que sejam tomadas as decisões cabíveis, frente à continuidade do cessar-fogo", em vigor desde 1º de outubro, afirmou o governo na declaração.
Última guerrilha ativa na Colômbia, o Exército de Libertação Nacional (ELN) admitiu ter matado o governador indígena Aulio Isarama Forastero, na quarta passada, no departamento do Chocó (noroeste).
Em um comunicado divulgado no domingo, a organização armada disse também que reteve o líder indígena para investigá-lo por suas supostas ligações com a "Inteligência militar".
Sua morte aconteceu quando ele se recusou a ir com os rebeldes e investiu contra um deles, com "o trágico desfecho conhecido", acrescentou a Frente de Guerra Ocidental Omar Gómez, que opera na zona.
O assassinato do governador é a primeira violação da trégua bilateral e temporária em vigor até 9 de janeiro, firmada pelo governo e pela guerrilha no âmbito das negociações de paz de Quito.
O governo criticou o homicídio de Isarama Forastero, mas avaliou que o pronunciamento do ELN "permitirá às autoridades avançarem rapidamente" na investigação e na condenação dos responsáveis.
"A mesa de diálogo adotará as medidas corretivas para fortalecer os procedimentos que são realizados no âmbito do cessar-fogo", completou.
Já o ELN disse lamentar "profundamente" o episódio e pediu perdão aos familiares da vítima por "esse doloroso caso".
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