Casa Branca denomina autor de ataque em NY de combatente inimigo

Washington, 1 Nov 2017 (AFP) - O homem apontado como responsável pelo atentado em Nova York que provocou a morte de oito pessoas - inclusive cinco turistas argentinos - é um "combatente inimigo", afirmou nesta quarta-feira (1) a Casa Branca, abrindo, assim, a porta a um julgamento fora da norma criminal normal.

"Acho que os atos com toda segurança o justificam", disse a porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee, embora tenha acrescentado que a decisão final a respeito ainda não tenha sido adotada.

A designação "combatente inimigo" poderia fazer com que o responsável pelo ataque - identificado como Sayfullo Saipov, de 29 anos - não teria acesso a um advogado e poderia ser detido indefinidamente sem que se apresentem acusações contra ele.

Também deixa em aberto a possibilidade de ser levado perante a Justiça militar e até uma transferência para a prisão construída na base naval de Guantánamo, em Cuba, algo que o próprio Donald Trump mencionou nesta quarta-feira.

Depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 em Nova York e Washington, a designação "combatente inimigo" foi usada contra centenas de prisioneiros em Guantánamo e em outras prisões montadas em bases militares no Oriente Médio.

No entanto, a designação tornou-se o centro de uma enorme polêmica até ter sido literalmente abandonada pelo governo de Barack Obama, embora algumas de suas consequências ainda sejam mantidas.

Os que apoiam a iniciativa afirmam que permite às autoridades manter prisioneiras pessoas sob suspeita de terrorismo.

O senador conservador John McCain pediu na terça-feira que a designação seja aplicada a Saipov.

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