Países muçulmanos pedem que ONU denuncie violação de DH em Mianmar

Nações Unidas, Estados Unidos, 2 Nov 2017 (AFP) - Vários países islâmicos liderados pela Arábia Saudita pediram à ONU que denuncie as violações dos direitos humanos da minoria muçulmana rohingya em Mianmar, segundo um projeto de resolução obtido nesta quarta-feira pela AFP.

Mais de 600.000 rohingyas fugiram do oeste de Mianmar, em agosto, por conta de operações militares contra rebeldes desta minoria.

Apresentado à comissão de Direitos Humanos da Assembleia Geral das Nações Unidas, o projeto de resolução ressaltou que os Estados-membros estão "altamente preocupados" pela violência e "ainda mais preocupados pelo uso desproporcional da força" das autoridades birmanesas contra os rohingyas.

O texto não vinculante poderá ser submetido à votação da comissão em meados de novembro e discutido dentro da Assembleia Geral um mês depois. É respaldado por 57 países da Organização da Cooperação Islâmica.

O texto marca o retorno de Mianmar à agenda de direitos humanos da ONU, um ano depois de a União Europeia ter desistido de criticar o país, ao reconhecer avanços sob o governo da Nobel da Paz Aung San Suu Kyi.

Outro projeto de resolução no Conselho de Segurança, redigido por Reino Unido e França, tenta obter de Mianmar o fim das operações militares, uma via sem obstáculos à ajuda humanitária e o retorno dos refugiados a suas zonas de origem.

A China, aliada de Mianmar, poderá se opôr à nova pressão sobre o país, segundo diplomatas.

A ONU classificou as operações militares de Mianmar de "limpeza étnica". Mianmar nega que seja essa a intenção, assegurando que só tenta erradicar uma rebelião de extremistas rohingyas.

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