Soldado americano acusado de deserção no Afeganistão evita prisão

Washington, 3 Nov 2017 (AFP) - Um juiz militar decidiu nesta sexta-feira (3) que o sargento americano Bowe Bergdahl, que abandonou seu posto no Afeganistão e foi capturado pelos insurgentes talibãs por cinco anos, não cumprirá pena de prisão.

O magistrado militar, o coronel Jeffery Nance, ordenou a baixa desonrosa de Bergdahl, de 31 anos, que foi rebaixado a soldado, e o pagamento de uma multa de US$ 10.000, segundo o Pentágono.

Bergdahl, julgado em Fort Bragg, Carolina do Norte, corria o risco de ser condenado à prisão perpétua depois de se declarar culpado das acusações de deserção e de colocar seus camaradas de armas em risco.

A decisão não agradou o presidente Donald Trump, que durante a última campanha eleitoral disse que Bergdahl deveria ser condenado à morte por ter abandonado seu posto em uma zona de guerra.

"A decisão sobre o sargento Bergdahl é uma completa e total desonra para o nosso País e os nossos Militares", escreveu Trump em um tuíte enviado do avião presidencial Air Force One em sua viagem à Ásia.

Depois de conquistar a presidência, Trump garantiu que iria revisar o caso e chamou o sargento de um "traidor sujo e podre".

Nance havia dito na semana passada que os repetidos comentários de Trump sobre o caso poderiam "mitigar" a sentença.

Bergdahl foi capturado pelos talibãs depois de ter abandonado sua posição perto da fronteira com o Paquistão em 30 de junho de 2009. Ele foi mantido refém durante cinco anos até que o governo americano concordou em trocá-lo por cinco talibãs detidos em Guantánamo.

O caso inflamou as divisões políticas sobre a guerra no Afeganistão: enquanto alguns consideram que Bergdahl foi vítima do conflito de 16 anos, outros o classificam como desertor, cuja ação provocou sérios ferimentos a camaradas de armas que saíram em missão para encontrá-lo.

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