Estado Islâmico reivindica ataques em curso no Iêmen

Aden, Iêmen, 5 Nov 2017 (AFP) - O grupo Estado Islâmico (EI) reivindicou neste domingo os ataques em Aden, sul do Iêmen, que deixaram pelo menos 15 mortos e prosseguiam com uma tomada de reféns policiais.

Em um comunicado divulgado na internet e assinado "Província de Abyan-Aden", o EI afirma que "edifícios foram incendiados" e que ainda acontecem "tiroteios".

De acordo com as forças de segurança iemenitas, a operação dos extremistas aconteceu em dois tempos: um ataque com carro-bomba contra o comboio do secretário de Segurança de Aden, o general Shalal Shaye, na entrada de seu quartel-general e depois um atentado contra a sede da brigada criminal próxima.

Os atentados deixaram pelo menos 15 mortos e 18 feridos, segundo um balanço atualizado das forças de segurança.

Uma fonte dos serviços de segurança havia atribuído algumas horas antes a possível autoria dos ataques à Al-Qaeda.

Desde que as forças pró-governo recuperaram o controle de Aden dos rebeldes xiitas huthis em 2015, o general Shaye, considerado o pesadelo dos jihadistas, sobreviveu a cinco atentados.

As forças comandadas pelo general travam uma guerra contra os jihadistas em Aden, que não havia sofrido grandes ataques nos últimos meses.

O ataque anterior reivindicado pelo EI em Aden aconteceu em 18 de dezembero de 2016 e deixou 48 mortos e 84 feridos entre os soldados que estavam em uma fila para receber os salários.

Os serviços oficiais contam com o apoio dos Emirados Árabes Unidos, um dos pilares da coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita, que atua militarmente no Iêmen desde março de 2015 em apoio ao presidente Abd Rabbo Mansur Hadi e seu governo.

As forças de segurança de Aden comandadas pelo general Shaye competem com outros serviços de segurança apoiados pelo vice-presidente do Iêmen, Ali Mohsen al-Ahmar, considerado uma figura próxima do Al-Islah, o braço iemenita da Irmandade Muçulmana, e apoiado pela Arábia Saudita.

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