Um ano após eleição, Trump atinge mínimo histórico de aprovação

Washington, 5 Nov 2017 (AFP) - Uma nova pesquisa divulgada um ano após a surpreendente vitória de Donald Trump nas eleições de 2016 mostrou que o presidente americano está sofrendo uma queda histórica nos índices de aprovação, enquanto as investigações sobre as relações de sua equipe de campanha com a Rússia continuam assombrando seu governo.

O jornal The Washington Post, que conduziu a pesquisa com a ABC News, disse que o índice de aprovação de Trump era "demonstrativamente mais baixo do que o de qualquer chefe Executivo anterior neste momento da Presidência em sete décadas de análise".

Apenas 37% dos americanos aprovam a maneira como ele conduz seu trabalho. Já o índice de desaprovação do presidente foi de 59%, com metade dos pesquisados dizendo que o desaprovam fortemente. Esses dois percentuais são as piores marcas de sua Presidência.

O outro mais alto nível de desaprovação entre os presidentes que remontam a Dwight Eisenhower foi o de Bill Clinton, com 41% em 1993.

Esta pesquisa é feita no momento em que Trump enfrenta uma série de desafios políticos e legais, liderados pela investigação do procurador especial Robert Mueller sobre um possível conluio entre sua equipe de campanha e a Rússia. Pelo menos 58% dos entrevistados aprovam a atuação de Mueller neste caso.

Na semana passada, um grande júri federal indiciou três ex-assessores, ou conselheiros, da campanha de Trump. Hoje, a NBC News informou que mais acusações podem vir à tona.

A pesquisa mostrou que os eleitores criticavam fortemente as conquistas de Trump, com 65% dizendo que ele havia realizado "não muito", ou "pouco ou nada", enquanto apenas 35% afirmaram que conseguiu um ótimo negócio, ou um bom valor.

As opiniões são majoritariamente negativas em todos os assuntos: economia (53%), apesar dos indicadores positivos; sistema de saúde (70%); e até em matéria de política antiterrorista (55%), após o atentado da última terça-feira, em Nova York.

Para 53%, a liderança dos Estados Unidos no mundo é mais frágil desde que Trump chegou à Casa Branca.

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