'Fake news', 'a vigarista Hillary' e o 'Homem-míssil', os inimigos de Trump

Washington, 6 Nov 2017 (AFP) - Um ano após vencer as eleições, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acumula muitos inimigos e opositores de todo tipo e origem, os quais critica e insulta sem limite algum, sob o risco de prejudicar o seu cargo.

Seus alvos, que comumente ataca por meio de sua conta no Twitter, vão desde os meios de comunicação - que chamada de "Fake News" - até os jogadores de futebol americano, passando pelo líder norte-coreano, Kim Jong-Un.

Veja a seguir uma pequena lista de seus inimigos:

- A mídia -Um dos alvos principais do presidente republicano são os meios de comunicação tradicionais, em especial a CNN e o New York Times, que acusa de cobrir a sua gestão de maneira tendenciosa.

"Wow, quantos artigos 'Fake News' que há hoje. Digam o que quiser, nunca falarão ou escreverão a verdade. Os meios 'Fake News' estão fora de controle!", tuitou em outubro, chegando a afirmar que a mídia havia se tornado "inimiga do povo americano".

Os próprios jornalistas são atacados pelo bilionário quando algum comentário ou artigo lhe desagrada. Sobre a apresentadora da MSNBC Mika Brzezinski, por exemplo, disse que estava "louca".

- "A vigarista Hillary" -Donald Trump passou a campanha presidencial lançando mensagens diretamente contra sua adversária democrata, Hillary Clinton, a quem chamou de "vigarista".

Após chegar à Casa Branca, o estilo se manteve: "a vigarista Hillary Clinton agora culpa a todos, menos a ela, e se nega a admitir que foi uma péssima candidata", tuitou em maio.

- Caçadores de bruxas -O FBI (a Polícia Federal americana), seu ex-diretor James Comey e o procurador especial Robert Mueller, que investiga a possível ingerência da Rússia nas eleições de 2016 e os contatos entre a equipe de campanha de Trump e Moscou, muitas vezes provocam a ira do magnata republicano.

"Estamos assistindo a maior CAÇA ÀS BRUXAS da história da política americana", denunciou em junho. Também costuma se referir às investigações da Procuradoria como "uma piada".

- Republicanos "tóxicos" e "incompetentes" -Dois senadores da própria família política do presidente, os republicanos Bob Corker e Jeff Flake, se rebelaram contra Trump. "É perigoso para a democracia", disseram em outubro, desatando uma onda de críticas.

O primeiro, representante do estado do Tennessee, o chamou de "peso-leve" e "incompetente". O segundo, legislador pelo Arizona, disse que era "tóxico" e "fraco nas fronteiras, no crime e insignificante no Senado".

- O "homem-míssil" norte-coreano -O norte-coreano Kim Jong-Un tem sido o dirigente político estrangeiro mais atacado por Trump.

"Kim Jong-Un da Coreia do Norte, que sem dúvidas é um louco que não teme deixar faminto e matar o seu povo, será testado como nunca antes", afirmou em setembro, depois que o líder asiático disse que o americano estava "mentalmente alterado".

"Disse a Rex Tillerson, nosso maravilhoso secretário de Estado, que está perdendo tempo ao negociar com o pequeno homem-míssil", declarou o nova-iorquino em outubro.

- A "superestimada" Meryl Streep -Trump não se dá muito bem com os famosos de Hollywood, onde muitos são críticos a suas posições.

Em janeiro, disse que a atriz Meryl Streep, vencedora de vários prêmios Oscar, era "superestimada".

- Malditos esportistas -A Liga Nacional de Futebol Americano (NFL, em inglês) é uma de suas novas obsessões. Trump criticou muitos jogadores por se ajoelharem durante a execução do hino americano, um gesto de protesto popularizado pelo ex-quarterback do San Francisco 49ers Colin Kaepernick.

A NFL deveria demitir todo "filho da puta" que fizer esse gesto, declarou.

Também lançou contra as ligas de basquete (NBA) e beisebol (MLB), cujos dirigentes manifestaram dúvidas sobre o presidente.

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