FBI tenta acessar dados do celular do atirador que atacou igreja no Texas

Em Sutherland Springs, Estados Unidos

  • Jonathan Bachman/Reuters

    Mulher deposita flores em memorial para as vítimas do atirador que atacou uma igreja no Texas

    Mulher deposita flores em memorial para as vítimas do atirador que atacou uma igreja no Texas

O FBI (a Polícia Federal americana) está com o celular do homem que matou 26 pessoas em uma igreja do Texas, mas ainda não conseguiu acessar seus aplicativos. O agente especial do FBI Christopher Combs disse, nesta terça-feira (7), que o telefone foi enviado à sede do FBI em Quantico, na Virgínia, e se declarou confiante de que os profissionais vão conseguir acessar o aparelho.

"Até o momento, não conseguimos entrar no telefone", admitiu.

O caso mais conhecido envolveu o iPhone do agressor de San Bernardino, na Califórnia, em dezembro de 2015, quando o FBI levou a Apple à Justiça para que ela fornecesse acesso ao aparelho.

Combs indicou que uma maior encriptação e proteção de senhas em celulares já causou problemas ao FBI no passado.

O agressor do Texas, Devin Kelley, sabia que sua sogra, com quem estava brigado, frequentava a igreja que foi cenário da matança, e tinha enviado a ela "mensagens ameaçadoras", segundo Freeman Martin, do departamento de Segurança pública estadual.

Fuga de clínica psiquiátrica

 Kelley, autor do maior massacre da história do Texas, fugiu de uma clínica psiquiátrica do estado do Novo México em 2012, enquanto estava na Força Aérea dos Estados Unidos, poucos meses depois de agredir sua primeira esposa e seu filho, segundo um relatório do Departamento de Polícia da cidade de El Paso.

Os documentos policiais, divulgados nesta terça-feira pela emissora afiliada da rede "NBC" em Houston (Texas), contam que o atirador foi detido em um terminal de ônibus no centro da cidade de El Paso depois de fugir da clínica Peak Behavioral Health Services, em Santa Teresa, no Novo México.

Então com 21 anos, Kelley "tinha sofrido transtornos mentais", segundo uma testemunha citada no relatório. "(Kelley) é um perigo para ele mesmo e para as outras pessoas", reconheceu a testemunha à Polícia de El Paso, que entregou o texano às autoridades locais do Novo México após este incidente.

O relatório também aponta que Kelley, de 26 anos, foi encontrado escondendo armas na base da Força Áerea de Holloman, no Novo México e a 160 quilômetros do terminal de ônibus no qual foi detido.

Além disso, o documento policial afirma que o atirador "estava tentando cumprir ameaças de morte" que tinha feito a seus superiores militares.

O caso foi colocado na base de dados do Centro Nacional de Informações Criminais do FBI, segundo o documento, e ocorreu cinco meses antes de Kelley ser acusado de agredir seu filho e sua primeira esposa, Tessa K. Kelley, em várias ocasiões entre abril e junho de 2011, conforme a própria mulher denunciou em 2012 às autoridades locais.

Esta atitude não passou despercebida para a Força Aérea, da qual o texano fazia parte desde 2010, que o levou a uma corte marcial por maus tratos à família. Kelley acabou preso por um ano e dispensado por má conduta. (Com AFP e Efe)

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