Confira quem são os extremistas do EI mais procurados por França e Bélgica

Paris, 10 Nov 2017 (AFP) - Para os investigadores franceses e belgas, a queda dos redutos do grupo Estado Islâmico (EI) na Síria e no Iraque desperta as esperanças de prender alguns dos responsáveis pelos atentados de 2015 e 2016 em Paris e Bruxelas.

As autoridades não sabem onde estão os três integrantes do EI mais procurados por seu suposto envolvimento nestes massacres, e tampouco sabem se sobreviveram às últimas ofensivas da coalizão internacional e das forças sírias contra os redutos extremistas.

Veja a seguir quem são os três extremistas mais procurados vinculados aos atentados de Paris e Bruxelas:

- Ussama Atar -Este belga-marroquino de 32 anos é um extremista veterano que esteve por sete anos em várias prisões americanas no Iraque, onde se acredita que tenha se radicalizado.

Os investigadores suspeitam que tenha sido o coordenador dos ataques de Paris de novembro de 2015, que deixaram 130 mortos, e de Bruxelas em março de 2016, com 32 mortos.

A Polícia belga encontrou um computador perto de um esconderijo utilizado pelos agressores de Bruxelas que continha provas de que estavam em contato com Atar, que na época tinha sua base em Raqa, na Síria.

Um argelino que foi preso no fim de 2015 na Áustria quando retornava da Síria identificou Atar por meio de uma fotografia como o homem que coordenou os ataques.

Os Estados Unidos colocaram Atar, cujo nome de guerra é Abu Ahmed, em uma lista de "terroristas internacionais" em junho de 2017, na qual o descrevem como o "principal coordenador" dos ataques na Europa.

Segundo a ordem de prisão lançada contra ele, Atar é tio de Ibrahim e Khalid El Bakraui, dois irmãos que se explodiram nos ataques de Bruxelas de 22 de março de 2016 - um no aeroporto e outro no metrô.

- Ahmad Alkhad -Ahmad Alkhad, cujo verdadeiro nome não se sabe, é um sírio de 25 anos de Aleppo que teria fabricado as bombas e os cintos com explosivos utilizados nos ataques de Paris e Bruxelas. Suas outras alcunhas são Yasin Nure e Mohamed Alqhadi.

Seu DNA foi encontrado no colete suicida usado por um dos agressores que se explodiu do lado de fora do Stade de France em 13 de novembro de 2015. Além do estádio, naquela noite um comando de extremistas executou uma onda de ataques em uma casa de shows e em bares da capital francesa.

Os investigadores estabeleceram que Alkhad chegou à Europa em setembro de 2015 passando pela ilha grega de Leros, onde fingiu ser um migrante, e depois voltou à Síria duas semanas antes dos ataques de Paris.

Também está na lista americana de "terroristas internacionais". O Departamento de Estado americano considera que "após seu retorno à Síria, Alkhad tenha continuado comandando os membros do EI na Europa na fabricação de bombas".

- Abdelilah Himich -Este franco-marroquino de 27 anos serviu na Legião Estrangeira da França no Afeganistão antes de desertar da famosa força em 2010.

Apelidado "Abdel, o Legionário", ou Abu Sulayman al-Faransi ("o francês), também figura na lista de vigilância terrorista dos Estados Unidos, na qual é descrito como "um dos chefes estrangeiros do EI".

Segundo Washington, "criou uma célula de combate terrorista estrangeira europeia" com até 300 membros em seu auge, que realizou ataques no Iraque e na Síria, além de executar os de Paris e Bruxelas.

Nascido no Marrocos, cresceu na pequena cidade de Lunel, perto de Montpellier, no sul da França, que se tornou um caldo de cultivo para os extremistas. Desde 2013, cerca de 20 jovens embarcaram de Lunel para Síria e Iraque.

bur-mm/meb.

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